Painel da Saúde vai apoiar decisões e orientar ações na rede

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Foto: PMCG

A Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) lançou o Painel de Ferramentas de Gestão em Saúde, plataforma que reúne e integra indicadores da rede municipal para apoiar gestores, autoridades e órgãos de controle no acompanhamento dos serviços de saúde. A ferramenta amplia a capacidade de análise das informações e contribui para o planejamento, a transparência e a tomada de decisões.

Painel da Saúde vai apoiar decisões e orientar ações na rede

Durante o lançamento a defensora pública Eni Diniz destacou a importância de reunir informações que permitam conhecer melhor a realidade da rede. “É importante conhecer o que já foi entregue à população, compreender a realidade da rede e, a partir dessas informações, identificar onde podemos avançar e aperfeiçoar a entrega dos serviços”, afirmou.

Painel da Saúde vai apoiar decisões e orientar ações na rede

A programação de abertura, no Paço Municipal, contou ainda com a palestra “Planejamento Estratégico Baseado em Evidências, Transparência e Governança”, ministrada pela secretária especial de Planejamento e Parcerias Estratégicas, Catiana Sabadin. Segundo ela, os dados devem orientar todo o ciclo de gestão, desde o planejamento até o monitoramento e o aprimoramento das políticas públicas.

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Dados para qualificar a gestão

Um dos indicadores acompanhados pelo painel é o absenteísmo nas consultas, que se aproxima de 30%. Durante a apresentação, o superintendente de Atenção Especializada e Urgência à Saúde (SAEUS), Yama Higa, explicou que uma parcela dos pacientes agenda e confirma o atendimento, mas não comparece.

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O acompanhamento desse indicador pelo painel permite à gestão dimensionar o impacto das faltas, acompanhar seu comportamento ao longo do tempo e identificar estratégias para melhorar o aproveitamento das agendas. “O impacto é direto sobre as filas, já que horários que poderiam ser utilizados por outros pacientes acabam perdidos. A proposta é utilizar os dados em conjunto com a Atenção Primária, agentes comunitários de saúde, conselhos locais e gestores dos distritos para buscar estratégias capazes de reduzir esse índice”, explicou.

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A ferramenta permite, assim, que um dado que antes precisava ser analisado de forma mais fragmentada passe a integrar o conjunto de indicadores acompanhados pela gestão, facilitando o mapeamento do comportamento da rede e a definição de ações mais direcionadas.

A regulação ambulatorial também passa a contar com uma visualização integrada dos indicadores, permitindo acompanhar a relação entre demanda, capacidade de execução e comportamento das solicitações ao longo do tempo. Para a gestão, a ferramenta contribui para identificar cenários que exigem atenção e subsidiar a definição de estratégias para ampliar e qualificar o atendimento.

Na Urgência e Emergência, o painel funciona como um instrumento de acompanhamento das unidades 24 horas, reunindo informações relacionadas à classificação de risco e ao fluxo de atendimento. Esses dados já estão disponíveis para a população por meio do SIGS, mas passam a ser apresentados de forma integrada no painel, facilitando a análise conjunta dos indicadores pela gestão.

Com a integração, é possível acompanhar o comportamento dos atendimentos, identificar situações que fogem dos padrões esperados e aprofundar a análise das possíveis causas, apoiando decisões mais rápidas e direcionadas.

Integração de informações

A escala de profissionais também integra as informações do painel, ampliando a capacidade de acompanhamento da rede. A ferramenta permite visualizar dados relacionados à produção de médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e assistentes sociais, além de informações sobre classificação de risco e atendimentos realizados.

Também estão previstos dados dos Serviços de Atendimento Domiciliar (SAD), com possibilidade de análise da produção por região da cidade. O cruzamento dessas informações permite relacionar produção, demanda e estrutura disponível, fortalecendo o planejamento e a integração com a Atenção Primária.

Painel da Saúde vai apoiar decisões e orientar ações na rede

O secretário municipal de Saúde, Marcelo Vilela, destacou que a integração das informações representa um avanço importante para a gestão e também para a transparência da rede. Segundo ele, a ferramenta começa a tornar realidade uma nova forma de enxergar, de maneira integrada, a dimensão do trabalho realizado diariamente pelos serviços de saúde de Campo Grande.

“Esse é um passo muito importante para a Saúde de Campo Grande. Pela primeira vez, estamos conseguindo integrar informações que estavam distribuídas e transformar esses dados em uma visão mais clara de tudo o que acontece na nossa rede. Muitas vezes, a dimensão do que é realizado todos os dias não chega ao conhecimento da sociedade. São milhares de atendimentos, procedimentos e serviços que acontecem continuamente e que, quando vistos de forma integrada, ajudam a mostrar a verdadeira dimensão da saúde pública. Dar visibilidade a essa realidade também é transparência. E, para nós, é fundamental que a sociedade e os órgãos de controle possam enxergar esses dados, enquanto a gestão utiliza essas informações para identificar onde precisa avançar”, afirmou.

Para o secretário, a tecnologia só produz resultados quando está associada ao trabalho dos profissionais que atuam diretamente na rede. “O dado mostra o caminho, mas quem faz a saúde acontecer são as pessoas. O grande valor está no trabalho de quem está na ponta, todos os dias, atendendo a população. A pandemia deixou isso muito claro. O que estamos fazendo agora é dar à gestão uma visão mais ampla dessa realidade, para que o trabalho realizado diariamente nas unidades e serviços da rede esteja cada vez mais presente nas decisões e no planejamento da Saúde”, afirmou.

Painel da Saúde vai apoiar decisões e orientar ações na rede

A vice-prefeita e secretária municipal de Assistência Social e Cidadania, Camila Nascimento, reforçou que a transparência também passa por dar visibilidade aos resultados e à dimensão do trabalho realizado pela saúde pública.

“Nosso principal órgão de controle externo é a nossa população. A gente não quer uma vitrine de números. A gente quer a realidade dos números. Aquilo que não se mede dificilmente a gente consegue melhorar. Quando a informação está organizada e integrada, ela nos permite enxergar com mais precisão o que está funcionando, os resultados que estão sendo alcançados, onde podemos avançar e também aquilo que precisa ser ajustado. É assim que os números deixam de ser apenas números e passam a contribuir para decisões que melhoram a vida da população”, afirmou.