(Foto: Reuters/TINGSHU WANG)

Olimpíadas de Inverno serão no ano que vem em Pequim

Uma comissão do governo dos EUA pediu nesta quarta-feira (21) que o governo Biden não enviasse representantes para as Olimpíadas de Inverno de 2022 em Pequim, citando a perseguição religiosa, incluindo a repressão chinesa aos muçulmanos uigur, que Washington rotulou de genocídio.Painel recomenda ausência de autoridades dos EUA em Jogos na ChinaPainel recomenda ausência de autoridades dos EUA em Jogos na China

A administração do presidente Joe Biden sinalizou no início deste ano que não tinha planos de impedir que atletas norte-americanos participassem dos Jogos de Pequim.

Mas os apelos de ativistas têm crescido por um boicote diplomático coordenado em que os atletas competiriam, mas os representantes do governo evitariam os Jogos. Alguns também defenderam um possível adiamento ou realocação do evento programado para fevereiro próximo.

A Comissão dos Estados Unidos sobre Liberdade Religiosa Internacional, em um relatório anual, encorajou Washington a continuar a impor sanções financeiras e de vistos às agências governamentais chinesas e funcionários responsáveis por “violações sistemáticas, contínuas e flagrantes”.

Também recomendou que o governo dos EUA “expresse publicamente suas preocupações sobre Pequim sediar os Jogos Olímpicos de Inverno de 2022 e declare que os funcionários do governo norte-americano não comparecerão aos jogos se a repressão do governo chinês à liberdade religiosa continuar”.

Ativistas e especialistas em direitos da ONU dizem que pelo menos um milhão de muçulmanos foram detidos em campos na região chinesa de Xinjiang.

Eles, e alguns políticos ocidentais, acusam a China de usar tortura, trabalho forçado e esterilizações, e o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, confirmou uma determinação anterior do governo Trump de que os abusos constituíam genocídio.

A China negou repetidamente todas as acusações de abuso e diz que seus campos oferecem treinamento vocacional e são necessários para combater o extremismo.

Fonte: Reuters

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