O presidente da Câmara Municipal de Campo Grande, vereador Epaminondas Neto, o Papy, apresentou ao secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), André de Moura Brandão, um Plano Emergencial de Recuperação Viária elaborado pela Casa de Leis para enfrentar os problemas do asfalto na Capital. A proposta prevê ações imediatas, metas verificáveis e fiscalização pública da manutenção viária, com prioridade para a segurança, a transparência e a preparação para o período chuvoso.
A proposta foi apresentada durante a sessão ordinária desta terça-feira (27), quando o secretário foi convocado para prestar esclarecimentos sobre os problemas do asfalto. Para Papy, as respostas apresentadas foram insuficientes diante das dificuldades enfrentadas pela população, e a Câmara não poupará esforços para identificar os fatores que contribuíram para a queda na qualidade das vias públicas, problema negligenciado por diferentes gestões.
“É prerrogativa do vereador convocar o secretário e exigir esclarecimentos. Ele foi superficial e apresentou respostas genéricas a respeito desse tema. Ficamos com a sensação de que poderia haver mais profundidade respostas”, afirmou Papy.
Na avaliação do presidente, os problemas recorrentes no asfalto e a demora na apresentação de soluções levaram à possibilidade de instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Tapa-Buracos, na Câmara Municipal. Para o parlamentar, o trabalho dos vereadores representa uma oportunidade de esclarecer as causas da situação e apontar caminhos para melhorar a qualidade das vias públicas de Campo Grande.
“Tenho certeza de que teremos a oportunidade de continuar essas indagações lá na CPI”, ponderou o presidente da Casa de Leis.
De acordo com Papy, compreender as causas técnicas dos problemas é fundamental para alcançar soluções reais e eficientes, evitando, principalmente, o desperdício de dinheiro público com ações paliativas. O presidente defendeu que o plano emergencial estabeleça prazos, prioridades e um cronograma de execução que permita acompanhar os serviços realizados.
“Tem uma tarefa para cada uma dessas datas. Em 72 horas, precisamos de um plano emergencial. O que está fazendo? Está tapando onde se pede, onde abre buraco, onde socorre, onde alguém caiu e furou o pneu? Ou não, temos uma programação que está seguindo um cronograma? E o plano emergencial é o que está se fazendo além do convencional”, finalizou Papy.





















