Parentes de presos do PCC se hospedavam em mansões na Capital

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Operação foi deflagrada esta manhã e investiga 6 detentos

26/06/2019 12h15
Por: Redação

Segundo investigação da Polícia Federal, o PCC (Primeiro Comando da Capital) mantinha pelo menos 6 casas em Campo Grande para abrigar parentes de internos presos no presídio federal da Capital. O aluguel de uma das casas, que fica no bairro Guanandi, custava R$ 5 mil e lá tem churrasqueira, cama box e até funcionários para atender os hóspedes.

O esquema foi divulgado hoje após a PF deflagrar a Operação Krimoj (crime em esperanto). As casas também eram utilizadas para troca de informações entre os membros da facção. Os aluguéis eram pagos com dinheiro vindo do tráfico de drogas da facção.

As outras casas descobertas na investigação são no s bairros Jardim Leblons, duas no Parati, sendo que uma fica em um condomínio fechado, e Jardim Tijuca. Seis detentos são investigados por serem líderes da facção e trocar mensagens.

De acordo com as investigações, a rotatividade nas casas era grande. Na mansão do Guanandi foram apreendidos documnetos, celulares e outras mídias digitais. Várias crianças e mulheres foram encontradas na residência, que tem capacidade para abrigar até 20 pessoas.

Também foram interceptados pelos agentes bilheres que seriam trocados entre os visitantes e os internos do Presídio Federal de Campo Grande, sendo que as visitas íntimas foram cortadas em fevereiro deste ano.

Nos bilhetes haviam ameaças de morte a servidores públicos federais, vindos de membros do PCC. A investigação também acabou descobrindo uma rede de casas de apoio a integrantes de facções criminosas instaladas na Capital, onde podem estar armazenadas informações sobre a atuação destas facções.

(Valdenir Rezende/Correio do Estado)