Exibição de filmes ao ar livre do cineclube (Foto: divulgação Transcine)

Com exibição de filmes e realizando oficinas, o Cineclube Transcine, anunciou nesta terça-feira (21), Dia da Árvore, que irá levar a sétima arte, para o “meio das matas”, percorrendo diversos parques de Campo Grande. O projeto, que inicia em Outubro, visa levar a forma de expressão artística na qual outras artes como música, teatro, literatura, fotografia, entre outras, se convergem pelo cinema, que se firmou uma das grandes expressões culturais da contemporaneidade. Assim, para mostrar essas linguagens e potência, o Transcine (Cinema em Trânsito), realizará a exibição de filmes, do início da história do setor, sendo gratuita a participação, e, em ao menos, cinco áreas de lazer públicas da Capital.

Veja abaixo dias e locais do Transcine, que inicia a edição “Parques de Campo Grande”, no Parque Tarsila do Amaral, no bairro Vida Nova, região Norte da Capital. Os filmes serão apresentados na sexta-feira (1° de outubro), a partir das 18 horas, e no sábado e domingo (2 e 3 de outubro) haverá uma oficina de linguagem audiovisual, com o arte-educador Gabriel Lima, voltada a jovens que moram na região. Os interessados podem se inscrever no dia da exibição com a coordenação do evento, de forma gratuita. As vagas são limitadas.

“O Transcine tem como meta ser um cinema em trânsito, não é levar o público à exibição e sim a exibição ao público, deixando a sala escura do cinema e fazendo uma integração e ressignificação do lugar ocupado”, explica uma das idealizadoras do projeto, Cátia Santos que complementa, “Transcine é uma provocação na exibição”, ao citar uma fala do criador do cineclube, Givago Oliveira.

Conforme divulgação deste Projeto, do Cineclube, que em novembro, completa nove anos de existência, serão exibidos filmes do início do cinema, produções do fim do século 19 e início do século 20: documentários dos irmãos Lumiére; Viagem à Lua, de George Méliés; O Homem com a Cabeça de Borracha, de George Méliés; O Grande Roubo do Trem, de Edwin Porter; As Consequências do Feminino, de Alice Guy; O Diário de Glumov, de Sergei Eisenstein; e Um Cão Andaluz, de Luis Buñuel e Salvador Dalí.

Parques da Capital receberão ao ar livre clássicos do cinema via Transcine
Exibição de filmes do Transcine na antiga rodoviária, onde o cineclube nasceu (Foto: divulgação Transcine)

“Escolhemos filmes do início da história do cinema para mostrar como eram feitas essas produções, mesmo com as dificuldades e falta de recursos era possível fazer. E cinema é a arte da visão, estes filmes nos ajudam na percepção do espaço como imagem, dando suporte nas produções artísticas e direcionando sobre a importância do que filmar e o porquê filmar”, pontua Mariana Senna, outra idealizadora do Cineclube.

Mais Transcine em outros quatro parques e regiões

Após a primeira edição no Vida Nova, a segunda será na Praça do José Abrão, que irá receber o cineclube de 15 a 17 de outubro, com exibição de filmes na sexta-feira e oficina no sábado e domingo.

Já nos dias 29, 30 e 31 de outubro será a vez do Memorial da Cultura Indígena Cacique Enir Terena, na aldeia urbana Marçal de Souza, situada no bairro Tiradentes, sediar as atividades.

O Transcine segue em novembro, de 12 a 14, o Parque Ayrton Senna, no bairro Aero Rancho, que receberá o cineclube.

E nos dias 26, 27 e 28, a edição Parques de Campo Grande finaliza o circuito no Parque Jacques da Luz, nas Moreninhas.

Em novembro o cineclube completa 9 anos de existência e com essa edição continua cumprindo seu objetivo inicial, que é transitar pela cidade de Campo Grande e propor experiências para a população com a prática de ver e fazer cinema, valorizando os espaços públicos. “Dessa vez, descentralizamos o projeto e escolhemos parques distantes, nos bairros em que a população tem mais dificuldades de acesso ao cinema”, afirma Mariana Sena, que também idealizou o projeto.

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Oficina de linguagem audiovisual

Em todos os finais de semana do projeto serão realizadas oficinas de linguagem audiovisual, ministradas pelo arte educador Gabriel Lima, além das cineastas que fazem parte do cineclube. “A ideia deste projeto é propor experiências com a prática de ver e fazer cinema. Assim, durante os três dias proporcionaremos às pessoas que participarem uma imersão cinematográfica”, esclarece Cátia.

A oficina terá um formato dinâmico e será oferecido um guia de linguagem audiovisual aos inscritos. Durante a parte teórica será trabalhado conteúdo sobre os diferentes aspectos da linguagem audiovisual, sua história, evolução das narrativas e a tecnologia envolvida nessa experiência.

Ainda será ministrado conteúdo sobre a sensibilização do olhar, detalhando os aspectos importantes da composição fílmica e ao mesmo tempo a relação com o outro, com o espaço e com as diferenças que o compõem. Na parte prática o aluno irá aprofundar esse olhar produzindo curtas-metragens, intitulados “Vidículos”, no próprio parque. As imagens serão captadas através dos celulares e/ou câmeras, de acordo com o instrumento que o inscrito tiver em mãos. Esses filmes serão divulgados nas redes sociais do projeto.

“Vamos utilizar a história do cinema para trabalhar temas diversos com o intuito de envolver os espectadores e suas necessidades de identificação, proporcionando a formação de um novo olhar por meio de trocas de experiências e assim fomentar a diversidade das expressões culturais, os diálogos e participação social”, finaliza Cátia

Essa edição do Transcine foi contemplada com recursos do FMIC – Fundo Municipal de Investimentos Culturais, via aprovação em edital de 2019, da Sectur – Secretaria Municipal de Cultura e Turismo. Para mais informações acesse as redes sociais do projeto: Facebook (@transcinecg) e Instagram (@transcinecg), ou pelo whatsapp 67 98413-3442.

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