Partido Liberal projeta maior bancada da Assembleia de MS a partir de 2027

2
(Foto: Luciana Nassar)

Com 97,55% das urnas apuradas, partido aparece com nove das 24 cadeiras; resultado ainda pode mudar por votos sub judice

A disputa pelas 24 cadeiras da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul aponta o PL como o partido que deverá formar a maior bancada a partir de 2027. Com 97,55% das seções eleitorais totalizadas neste domingo (4), a legenda aparece com nove vagas na composição parcial, seguida pelas federações PP/União e PT/PCdoB/PV, com quatro cadeiras cada.

O cenário considera 6.932 das 7.106 seções apuradas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A federação PSDB/Cidadania aparece com três deputados, enquanto Republicanos, MDB e Avante ficam com duas, uma e uma cadeira, respectivamente.

A composição, porém, ainda pode sofrer alteração. Além das 174 seções que faltavam ser totalizadas, há 34.310 votos de Jamilson Name (PP) registrados como anulados sub judice. Caso esses votos sejam validados, a projeção muda: o PL passa de nove para oito cadeiras, enquanto a federação PP/União sobe de quatro para cinco. Nesse cenário, Marcio Fernandes (PL) perde a vaga e Jamilson Name entra na Assembleia.

A relação definitiva dos eleitos só será conhecida após a conclusão da totalização e dos cálculos do sistema proporcional pela Justiça Eleitoral.

Zé Teixeira lidera votação, mas não alcança o quociente

Zé Teixeira (PL) foi o candidato a deputado estadual mais votado na parcial, com 52.539 votos. Nenhum candidato, no entanto, atingiu sozinho o quociente eleitoral, calculado em 56.219 votos a partir dos 1.349.250 votos válidos distribuídos pelas 24 cadeiras.

Isso ocorre porque a eleição para deputado estadual utiliza o sistema proporcional. Primeiro, partidos e federações recebem cadeiras de acordo com o número de quocientes eleitorais alcançados. As vagas restantes são distribuídas pelo cálculo das maiores médias, considerando a votação de cada legenda e o número de cadeiras já conquistadas.

Com 441.990 votos, o PL alcançou sete quocientes e garantiu outras duas cadeiras na distribuição das sobras, chegando às nove vagas projetadas.

Pela parcial, os eleitos do PL são Zé Teixeira, Paulo Corrêa, Coronel David, Gianni Nogueira, Odilon Ribeiro, Daverson Matos, André Salineiro, Lucas de Lima do Amor sem Fim e Marcio Fernandes.

PT fica com quatro cadeiras

A federação formada por PT, PCdoB e PV também aparece com quatro vagas. Todas são ocupadas por candidatos do PT na projeção atual.

Zeca do PT lidera a votação da federação, com 40.639 votos, seguido por Tiago Botelho, com 37.119; Professora Gleice Jane, com 28.331; e Pedro Kemp, com 27.258.

Luiza Ribeiro, que recebeu 25.309 votos, aparece como primeira suplente.

Candidatos com mais votos ficam fora

O sistema proporcional também explica uma situação que pode parecer incomum para o eleitor: candidatos com votação maior que alguns dos nomes eleitos podem ficar de fora.

Na parcial, Luiza Ribeiro (PT), Junior Mochi (MDB), com 23.096 votos, e Professor Marcelo Miranda (PP), com 22.801, não conquistam cadeira, apesar de terem mais votos que Marcio Fernandes (PL), Renato Câmara (Republicanos), Lidio Lopes (Avante), Paulo Duarte (PSDB) e Pedrossian Neto (Republicanos).

Isso ocorre porque as cadeiras são distribuídas primeiro entre os partidos e federações, e só depois preenchidas pelos candidatos mais votados dentro de cada legenda ou federação.

PP e União podem ganhar uma quinta cadeira

Sem considerar os votos de Jamilson Name, a federação PP/União aparece com quatro cadeiras. Os nomes são Gerson Claro, com 35.061 votos; Londres Machado, com 31.879; Hélio Peluffo, com 30.629; e Professor Rinaldo Modesto, com 23.433.

Professor Marcelo Miranda aparece como primeiro suplente.

Já na federação PSDB/Cidadania, a projeção indica Caravina, Ângelo Guerreiro e Paulo Duarte como eleitos. André Puccinelli é o representante do MDB, enquanto Renato Câmara e Pedrossian Neto ficam com as duas vagas do Republicanos. Lidio Lopes garante a cadeira do Avante.

Votos de Jamilson Name podem mudar resultado

Os 34.310 votos de Jamilson Name estão registrados como anulados sub judice. Esse tipo de situação ocorre quando o candidato disputa a eleição enquanto seu registro de candidatura ainda está sob análise judicial.

Além dos votos de Jamilson, há outros 436 votos nessa condição atribuídos a Adão Salemaq (PT). Ao todo, são 34.746 votos que não entram atualmente no cálculo dos votos válidos.

Se esses votos forem validados, o número de votos válidos passa de 1.349.250 para 1.383.996 e o quociente eleitoral sobe de 56.219 para aproximadamente 57.666 votos.

Nesse cenário, a federação PP/União passa a ter cinco cadeiras e retira a nona vaga atualmente projetada para o PL. Jamilson Name entraria na Assembleia e Marcio Fernandes passaria à condição de primeiro suplente do PL.

174 seções ainda podem alterar a composição

A parcial considera 6.932 das 7.106 seções eleitorais, restando 174 para serem totalizadas. Essas seções reúnem 49.665 eleitores, segundo os dados apresentados na apuração.

A votação pendente inclui municípios como Batayporã, que ainda não tinha nenhuma das 30 seções totalizadas, além de Dourados, que tinha 26 seções restantes.

Como a nona cadeira do PL foi definida por uma diferença estreita no cálculo das médias, os votos que ainda faltam ser contabilizados também podem provocar mudanças na composição final da Assembleia.

A Justiça Eleitoral deve divulgar a lista definitiva dos 24 deputados estaduais após o encerramento da totalização e a aplicação dos cálculos do sistema proporcional.