Divulgação/Oxford University

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, reafirmou hoje (13), que o Brasil começará o plano de vacinação contra covid-19 ainda em janeiro. Ele também ressaltou a importância dos brasileiros continuarem seguindo as recomendações das autoridades de saúde para conter o aumento do número de casos do novo coronavírus (covid-19), como o distanciamento social.Pazuello reafirma vacinação ainda neste mês e pede que população mantenha distanciamento socialPazuello reafirma vacinação ainda neste mês e pede que população mantenha distanciamento social

“Vamos vacinar em janeiro”, afirmou durante pronunciamento em Manaus (AM), ao destacar que serão usadas 8 milhões de doses dos imunizantes desenvolvidos pela Universidade de Oxford/AstraZenca e pelo Instituto Butantan/Sinovac.

“Todo mundo deve estar focado em salvar vidas. Cada um no seu papel. Se o papel da pessoa é se prevenir para não ficar doente, tomar seus cuidados, manter o afastamento social, este é o papel dela”, disse o ministro.

Com a grave situação de casos em Manaus, Pazuello ponderou que “temos que nos cuidar. Temos que seguir as orientações dos gestores. Não adianta lutar contra isto”, disse pedindo a colaboração de todos para que o país consiga superar a doença.

“O papel das equipes de mídia é informar, manter a população a par do que está acontecendo para que ela fique calma e confie em quem está trabalhando. O dos empresários é manter suas estruturas funcionando para preservar os empregos das pessoas, mas com a devida prevenção e cuidados médicos”, pontuou.

O ministro reafirmou que as vacinas cuja segurança e eficácia forem comprovadas serão distribuídas para todo o país ao mesmo tempo, de acordo com a proporção populacional dos grupos considerados prioritários. Pazuello também ressaltou que a população deverá manter os cuidados que já vêm sendo recomendados, como o uso de máscara, o distanciamento social e a atenção à higiene das mãos e de objetos, mesmo após o início da vacinação.

“Vamos vacinar em janeiro. A vacina induz à produção de anticorpos, mas isto não acontece no dia seguinte. A literatura [médica] fala em 30 a 60 dias. Não é tomar a vacina no dia 20 e, no dia 22 estar na rua fazendo festa”, alertou Pazuello. 

O ministério já tem à disposição 6 milhões de doses da CoronaVac. Além disso, aguarda a chegada de 2 milhões de doses da vacina de Oxford importadas de um fornecedor da AstraZeneca na Índia, o que, segundo Pazuello, deve também ocorrer nos próximos dias.

“Hoje decola o avião para ir buscar as 2 milhões de doses na Índia. É o tempo dia viajar e trazer. Já está com documento de exportação pronto. Data de decolagem [da Índia ao Brasil] para o dia 16.”

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) marcou para domingo (17) a reunião da Diretoria Colegiada para dar os pareceres sobre os pedidos de uso emergencial desses lotes das duas vacinas.

O titular da Saúde voltou a dizer que “em três ou quatro dias” após a liberação da agência reguladora, as vacinas estarão nos estados. Desta forma, se não houver atrasos da Anvisa, é possível que a imunização tenha início na semana que vem.

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) marcou para domingo (17) a reunião da Diretoria Colegiada para dar os pareceres sobre os pedidos de uso emergencial desses lotes das duas vacinas.

O titular da Saúde voltou a dizer que “em três ou quatro dias” após a liberação da agência reguladora, as vacinas estarão nos estados. Desta forma, se não houver atrasos da Anvisa, é possível que a imunização tenha início na semana que vem.

Com informações da Agência Brasil e R7

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