Pesquisa aponta descontentamento quase unânime dos campo-grandenses com a gestão municipal

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(Foto: PMCG)

A quantidade de buracos nas vias, a falta de medicamentos nos postos de saúde, desvalorização dos servidores públicos e outras dezenas de fatores estão comprometendo a aprovação da atual gestão da prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP).

Nessa quarta-feira (22), o Instituto Ranking Brasil Inteligência divulgou a pesquisa de avaliação, realizada de 17 a 21 de julho nas sete regiões urbanas do município, entrevistando 1 mil cidadãos sobre como veem o trabalho da Prefeitura Municipal.

A resposta da ampla maioria foi uma esmagadora derrota para quem está na cadeira administrativa da maior cidade de Mato Grosso do Sul. Também reflete as constantes reclamações que são noticiadas pela mídia todos os dias, exigindo mais participação da gestão pública.

Registrada sob os números MS-05958/2026 e BR-00455/2026, a pesquisa apresenta um intervalo de confiança de 95% e margem de erro de 3,10 pontos percentuais.

Dados da gestão

Conforme consta, apenas 3% dos entrevistados disseram aprovar o trabalho que Adriane Lopes vem desempenhando como prefeita, enquanto 94% responderam que desaprovam a gestão da progressista. Outros 3% não souberam ou não quiseram responder.

Quando questionados sobre a qualidade da gestão, 85% dos campo-grandenses a classificam como ruim ou péssima. Apenas 10% consideram o governo regular, enquanto míseros 2% o definem como bom ou ótimo. Os que não sabem ou não responderam somam 3%.

Os principais problemas

O Instituto também questionou quais são os principais problemas da Capital atualmente, e a saúde pública lidera o quadro com 35% das indicações, principalmente por conta da demora nos exames médicos. Na mesma área, a falta de médicos e remédios foi citada por 30% dos entrevistados. Já as denúncias de corrupção e falhas na Central de Regulação de Vagas foram apontadas por 25,4% dos participantes.

A lista de reclamações segue com:

  • Buracos nas ruas: 23%
  • Falta de gestão municipal: 21%
  • A permanência da atual prefeita no cargo: 20,6%
  • Desvios e roubos de dinheiro: 15,8%
  • Favelas e falta de moradias populares: 13,4%
  • Precariedade do transporte coletivo urbano: 10,2%
  • Altos impostos (IPTU, ICMS, etc.): 9,6%
  • Falta de ajuda do governo federal: 8%
  • Falta de parcerias com o governo estadual: 7,4%
  • Trânsito de carretas no centro da cidade: 6,2%
  • Falta de fiscalização no trânsito: 5,4%
  • Drogados, violência e mortes: 4,6%
  • Falta de iluminação pública: 4,2%
  • Falta de sinalização nas ruas: 3,8%
  • Falta de assistência social: 3,4%
  • Constante queda de energia elétrica: 3,2%
  • Sujeira da cidade: 3%
  • Falta de cuidado com as praças: 2,8%
  • Falta de policiamento nas ruas: 2,6%
  • Outros problemas somaram 2,2%
  • Não souberam ou não responderam 4,2%.

Metodologia Científica

A pesquisa adotou uma metodologia quantitativa rigorosa, baseada na aplicação de questionários estruturados. As entrevistas foram realizadas por meio de abordagem pessoal em pontos de grande fluxo populacional e também por meio de visitas domiciliares, garantindo a precisão estatística do retrato político atual de Campo Grande.