O Ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Marcos Pontes, falou sobre está pesquisa na manhã de hoje (15), na coletiva de imprensa no Palácio do Planalto

15/04/2020 13h50
Da redação

O ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Marcos Pontes, falou na manhã de hoje (15) durante coletiva de imprensa no Palácio do Planalto, que uma pesquisa brasileira busca soluções de combate ao novo coronavírus, covid-19.

Uma das linhas de pesquisa está relacionada à vacina BCG, usada contra a tuberculose. Para essa pesquisa, o ministério repassou R$ 600 mil que devem ser investidos em estudos clínicos. A intenção é testar se os vacinados são mais resistentes ao coronavírus.

Vale lembrar que a BCG é aplicada logo no nascimento para prevenir formas graves de tuberculose em crianças. Dados recentes têm demonstrado que países que mantem o uso da BCG apresentaram menores proporções de covid-19 em comparação com países que suspenderam o uso da vacina como por exemplo os EUA, a Espanha e a Itália.

Outra pesquisa em andamento e que foi aprovada recentemente pela Comissão Técnica Nacional em Biossegurança (CTNBio), ligada ao MCTIC, busca uma vacina contra o novo coronavírus e é realizado pelo Centro de Pesquisa René Rachou – Fiocruz. Para realização do estudo, os cientistas irão manipular o vírus influenza com proteínas do vírus Sars-CoV2 (covid-19) para o desenvolvimento da vacina para dupla prevenção da gripe sazonal e covid-19.

Segundo o ministro, o Brasil testará nas próximas semanas um “remédio promissor” que, segundo análises in vitro, demonstrou ter 94% de eficácia em ensaios com células infectadas pelo novo coronavírus.

Ao menos 500 pacientes com a covid-19, desde que não estejam em estado grave, participarão dos estudos clínicos, de acordo com o governo.

O ministro não deu o nome da droga porque ainda não há um laudo conclusivo. Mas, destacou que os reagentes usados no remédio são produzidos no Brasil, o que “não nos deixa dependentes de outros países”.

Durante a fase inicial do estudo, foram testados cerca de dois mil medicamentos com o objetivo de identificar fármacos compostos por moléculas capazes de inibir proteínas fundamentais para a replicação viral. Posteriormente, foram identificadas seis moléculas promissoras. Elas foram submetidas a testes in vitro com células infectadas com a covid-19.

Das seis moléculas, os cientistas descobriram que duas reduziram significativamente a replicação viral em células. O remédio mais promissor apresentou 94% de eficácia em ensaios com as células infectadas.

Efeitos colaterais

De acordo com as análises preliminares, a aplicação do remédio não teria efeitos colaterais para os pacientes — situação diferente do uso da cloroquina e hidroxicloroquina, substâncias que entusiasmam o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e que também estão sendo estudadas no combate ao coronavírus.

Divulgação

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