PF faz operação contra grupo que enviava cocaína de Corumbá e movimentou R$ 70 milhões

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(Foto: PF/Divulgação)

Mandados são cumpridos em Campo Grande e Corumbá; investigação apreendeu 2,9 toneladas de droga e mira esquema de tráfico internacional e lavagem de dinheiro

A Polícia Federal desencadeou nesta terça-feira (2) uma operação de grande porte para desmontar uma organização criminosa suspeita de abastecer o tráfico internacional de drogas a partir da fronteira de Mato Grosso do Sul. As investigações apontam que cerca de 2,9 toneladas de cocaína, apreendidas em diversas ações policiais, teriam saído da região de Corumbá e abastecido o esquema operado pelo grupo.

Batizada de Operação Mens Occulta, a ação mobiliza 230 policiais federais e cumpre 74 ordens judiciais expedidas pela Subseção Judiciária de Uberlândia (MG), entre elas 25 mandados de prisão preventiva e 49 de busca e apreensão.

Além de cidades mineiras como Uberlândia, Uberaba, Ituiutaba, Araguari, Centralina, Araporã e Belo Horizonte, os mandados também são executados em Campo Grande e Corumbá, em Mato Grosso do Sul, e em Cariacica, no Espírito Santo. Somente em Uberlândia, considerada a base operacional da organização, são cumpridos 29 mandados de busca e apreensão.

De acordo com a PF, o grupo criminoso era especializado no tráfico transnacional de drogas e foi alvo de uma investigação que resultou em 11 prisões em flagrante ao longo dos últimos anos. As apreensões realizadas nesse período somaram aproximadamente 2,9 toneladas de cocaína.

As apurações indicam ainda que a organização movimentou cerca de R$ 70 milhões sem origem comprovada nos últimos cinco anos. Relatórios de inteligência financeira apontam que os investigados utilizavam empresas de fachada para ocultar recursos obtidos com atividades ilícitas.

Segundo a Polícia Federal, o dinheiro era empregado na aquisição de bens de alto valor, incluindo ranchos, apartamentos, embarcações, veículos de luxo e cavalos de raça, numa estratégia para lavar e dissimular o patrimônio acumulado pelo grupo.

Os investigados poderão responder pelos crimes de tráfico internacional de drogas, organização criminosa e lavagem de dinheiro. As investigações prosseguem para identificar outros envolvidos e aprofundar o rastreamento do patrimônio ligado ao esquema.