Policial federal durante Operação LOBOS II na manhã desta sexta-feira (3) (Foto: Polícia Federal/Divulgação)

A ação ocorre em Mato Grosso do Sul e mais 18 estados, além do Distrito Federal

A Polícia Federal (PF) desencadeou, nesta sexta-feira (3), a Operação Lobos 2 contra suspeitos de abuso sexual de crianças e de adolescentes e de produzir, divulgar e armazenar pornografia infantil. Além disso, a ação busca localizar e resgatar vítimas que possam estar em situação de extrema violência.

Ao todo, para esta sexta, foram emitidos oito mandados de prisão preventiva e 104 de busca e apreensão, em Mato Grosso do Sul, e nos estados de Alagoas, Amazonas, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Piauí, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins, além do Distrito Federal.

As cidades em que são cumpridas as ordens judiciais e os nomes dos alvos não foram divulgados.

Segundo a PF, os criminosos atuavam por meio de divisão de tarefas com a finalidade de produzir e propagar imagens, fotos e comentários de abuso sexual de crianças e adolescentes e, ainda, alimentar a demanda por esse tipo de material.

Para combater esse tipo de crime, a Polícia Federal fez parcerias com forças policiais de diversos países para identificar os criminosos. A união internacional permitiu a identificação de um brasileiro que utilizava a deep web para hospedar e gerenciar cinco dos maiores sites de abuso sexual infantil de toda a rede mundial de computadores.

Os sítios e fóruns da dark web eram divididos por temática, com imagens e vídeos de abuso sexual de crianças de 0 a 5 anos, abuso sexual com tortura, abuso sexual de meninos e de meninas. Os sites eram utilizados por mais de um milhão e oitocentos mil usuários, em todo o mundo, para postar, adquirir e retransmitir materiais relacionados à violência sexual contra crianças e adolescentes.

Em uma fase anterior da operação, não divulgada pelos investigadores na época, para não atrapalhar as nas investigações e nas prisões de produtores e consumidores deste tipo de material criminoso, um homem apontado pela PF como um dos principais difusores de pornografia infantil do mundo foi preso, em 2019. O nome dele não foi informado pela Polícia Federal.

A continuidade das medidas investigativas em sigilo permitiu a identificação e localização de dezenas de indivíduos no Brasil envolvidos com a produção e divulgação de material pornográfico. Os crimes investigados são: a venda, produção, disseminação e armazenamento de Pornografia Infantil e estupro de vulnerável.

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