“Pirarucu Fujona” ganha novo lar e passa a integrar tanque do Bioparque Pantanal

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(Fotos: Lara Miranda/Bioparque)

Peixe que ficou conhecido após tentativa de fuga será utilizado em ações de educação ambiental e conservação

A pirarucu que chamou a atenção dos moradores de Mato Grosso do Sul ao protagonizar uma inusitada tentativa de fuga agora ganhou um novo endereço. Batizada carinhosamente de “Pirarucu Fujona”, ela passou a integrar o tanque Rios Grandes, no Bioparque Pantanal, em Campo Grande, onde será acompanhada por uma equipe especializada e fará parte das ações de educação ambiental desenvolvidas pelo complexo.

Após cumprir o período de quarentena e adaptação, o animal foi transferido para um ambiente projetado para atender às suas necessidades biológicas e comportamentais. O tanque Rios Grandes reúne algumas das maiores espécies de peixes do Bioparque, entre elas pintado, cachara, jaú e arraias.

Segundo a direção do Bioparque Pantanal, a chegada da pirarucu representa mais do que a incorporação de um novo exemplar ao plantel. A história do animal será utilizada como ferramenta para conscientizar visitantes sobre a importância da conservação da biodiversidade e da proteção dos ecossistemas aquáticos.

A diretora-geral do Bioparque, Maria Fernanda Balestieri, destaca que o episódio, que despertou a curiosidade e o carinho da população, também abre espaço para discussões sobre a preservação da fauna. “A chegada do animal representa uma importante oportunidade de sensibilização sobre a fauna aquática, a conservação da biodiversidade e a responsabilidade que todos temos na proteção dos ecossistemas”, afirmou.

Outro tema que será trabalhado com os visitantes é o impacto ambiental causado pela introdução de espécies exóticas ou potencialmente invasoras em habitats diferentes de sua área natural de ocorrência. A proposta é reforçar a conscientização sobre guarda responsável, descarte adequado de animais e os riscos ecológicos relacionados a essas práticas.

De acordo com o biólogo e curador do Bioparque Pantanal, Heriberto Gimenes Junior, o processo de adaptação da “Fujona” ocorreu de forma satisfatória. Durante a quarentena, o animal foi monitorado por uma equipe multidisciplinar formada por médicos-veterinários, biólogos, zootecnistas e outros profissionais, que acompanharam aspectos relacionados à saúde, alimentação, comportamento e bem-estar.

Com a conclusão dessa etapa, a pirarucu foi considerada apta para integrar o tanque Rios Grandes, onde continuará sendo acompanhada para garantir uma convivência harmoniosa com os demais animais do recinto.

Além do acompanhamento técnico, o Bioparque aposta no potencial educativo da história da “Pirarucu Fujona”. A expectativa é que a curiosidade despertada pelo caso contribua para aproximar o público de temas como manejo responsável da fauna, preservação dos ambientes aquáticos e o papel da ciência na conservação das espécies.

A iniciativa reforça a missão do Bioparque Pantanal de transformar experiências de visitação em oportunidades de aprendizado, aproximando a sociedade das ações de pesquisa, conservação ambiental e proteção da biodiversidade.