PM preso por estuprar frentista é afastado e está recolhido no presídio militar

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Acusado de estuprar uma frentista de 24 anos no Jardim Noroeste, o soldado da Polícia Militar, Israel Giron Arguelho Carvalho, de 30 anos, foi oficialmente afastado do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) após publicação no DOE (Diário Oficial do Estado) e encontra-se recolhido no presídio militar da Corporação.

O militar foi preso em casa, no Bairro Ana Maria do Couto, na última sexta-feira (11), quando houve expedição do mandado de prisão temporária pela justiça.

O crime

De acordo com as investigações realizadas pela Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), o suspeito em um veículo Fiat Mobi, usado para transporte por aplicativo, usou a arma da corporação para ameaçar a vítima que foi abordada em uma rua do Jardim Noroeste, quando saiu do posto de combustíveis onde trabalha e seguia para casa, por volta das 21h do dia 8 deste mês, em Campo Grande.

A mulher foi levada para um lugar ermo e escuro e estuprada pelo homem que a todo momento a ameaçava com a arma na cabeça. Depois de cometer o crime, o autor deixou a mulher na rua e fugiu. A vítima conseguiu anotar a placa e ligou para o seu chefe contando o que havia ocorrido.

Após o crime a mulher na madrugada do dia seguinte, procurou a A vítima foi até a Deam junto de familiares para registrar o boletim de ocorrência.

Ainda conforme a delegada, Eliane Benicasa, titular da Deam, o autor não usou camisinha, então, o material colhido durante o exame de corpo de delito foi usado para confrontar a identidade do suspeito que foi reconhecido pela vítima.

Ele foi preso em casa, na região do Bairro Ana Maria do Couto, e optou por ficar em silêncio durante o depoimento. Com ele foram encontradas a camiseta e a arma usadas no crime, assim como o Fiat Mobi branco, reconhecido pela vítima, segundo informações da delegada.

Por meio de nota, a assessoria de imprensa da Polícia Militar informou que o soldado “foi recolhido para o Presídio Militar Estadual e transferido para o Batalhão de Guarda e Escolta da Polícia Militar”.

Ainda, segundo a PM, a conduta do policial também será alvo de PAD (Processo Administrativo Disciplinar) da Polícia Militar. A apuração interna da PM, pode resultar na expulsão de Israel da corporação.