Garras, DOF e outras especializadas utilizarão as armas
22/05/2019 16h14
Por: Redação
A Sejusp (Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública) tem interesse no arsenal de armas apreendido com um guarda civil municipal no domingo (19), em Campo Grande. As armas podem vir a fortalecer o Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Bancos, Assaltos e Sequestros), responsável pelo flagrante, e unidades especializadas como o DOF (Departamento de Operações de Fronteira) e a Defron (Delegacia Especializada de Repressão a Crimes de Fronteira), entre outras especializadas.
No entanto, de acordo com o secretário Antônio Carlos Videira, apesar da utilidade do armamento, a liberação depende de uma série de etapas, em especial, o inquérito policial, já que as armas são investigadas porque podem ter sido utilizadas em outros crimes e devem ser submetidas a exames periciais. Só ao final destas investigações é que será averiguado a necessidade delas.
Ao todo, foram encontrados quatro carabinas 556, 11 pistolas nove milímetros, uma arma calibre 12, outra arma longa calibre.22, um revólver 357, quatro pistolas .40, um calibre 380, uma pistola calibre 22, além dos dois fuzis AK47. Também foram apreendidos silenciadores e carregadores. Além de uma pistola Glock que estava com o guarda em seu veículo na Rua Rodolfo José Pinho.
Mesmo com alto poder de fogo, nem todas podem ser usadas pelas forças de segurança do estado, segundo o secretári, como é o caso das AKs, pois a munição não é fabricada no Brasil e teria que ser importado. Além disso, o Estado adquiriu recentemente um grande lote de armas.
Milícia
Ao flagrar e aprender o arsenal de guerra, o Garras pode ter estourado as instalações e depósitos de suposta milícia armada formada por seguranças e até policiais civis e militares em Campo Grande. Segundo testemunhas ouvidas na investigação sobre a origem e uso do armamento, o grupo atuaria prestando serviços de escolta e ‘serviços de segurança’. Uma das suspeitas é de que as armas estariam ligadas a recentes crimes de pistolagem em Mato Grosso do Sul.
A Polícia Civil já tem pelo menos um depoimento indicando, além do guarda civil municipal preso, a participação de servidores da área de segurança pública estadual. Crimes de execução pública por pistoleiros, como a morte do delegado Paulo Magalhães, poderiam ter ligação com a atuação do grupo. O delegado Fábio Peró, do Garras, investiga se as armas estejam ligadas às recentes execuções ocorridas na Capital. No entanto, para comprovar tal possibilidade é necessário profunda análise, inclusive dos laudos de balística.





















