(Foto: Henrique Arakaki / Midiamax / Reprodução)

A polícia prendeu nesta terça-feira (28) o pistoleiro que matou o agiota e dono de um lava jato de 36 anos, em Campo Grande, em crime ocorrido no dia 27 de maio. Na ocasião, o homem também acertou um tiro fatal contra um motociclista de 33 anos que passava de moto na Avenida das Bandeiras e que não tinha qualquer relação com os envolvidos.

De acordo com as informações, o pistoleiro foi preso na manhã em uma chácara da Capital através de uma equipe do Grupo de Operações e Investigações (GOI) da Polícia Civil. Ele foi encaminhado para a 5ª Delegacia de Polícia, onde foi interrogado e confessou o crime, porém, negou ter planejado antes.

A arma do crime foi encontrada com ele no momento da prisão, o assassino só soltou quando a filha, de 8 anos, pediu. A menina, segundo a investigação, sabia todos os detalhes do crime cometido pelo pai, inclusive, no dia do ocorrido ela mandou mensagem para ele às 6h35min orientando para que não voltasse para casa pois seria preso. A criança também foi ouvida em depoimento especial na Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente).

O crime

O pistoleiro vinha sendo procurado pelo crime desde o dia 27 de maio, quando foi até o lava jato e matou o proprietário a tiros. Durante o crime, a vítima tentou fugir, mas foi perseguida e executada. Na ação, um dos disparos acabou acertando um motociclista que passava pela avenida a caminho do trabalho e que acabou morrendo no local.

Câmeras de segurança mostraram o momento em que o atirador chega pela rua lateral da empresa e faz os primeiros disparos contra o dono do lava jato. A vítima corre para o meio da rua, mas é perseguida e novamente atingida por tiros.

Segundo o delegado Rodolfo Daltro, responsável pelo caso, análise das câmeras de segurança apontam que tanto a funcionária da vítima principal do atirador quanto o filho dela, de 15 anos, identificaram o autor do crime. Entretanto, em depoimento, disseram que não sabiam quem era o homem. Depois disso, foi identificado como sendo o ex-marido desta mulher.

No lava jato, no dia da execução, foram achados R$ 60 mil que seriam oriundos da venda de um imóvel da vítima em outro estado. Esse dinheiro não foi mais encontrado desde então. A polícia suspeita que o pistoleiro obteve informações sobre o dinheiro e o horário em que a vítima estaria no lava jato através de sua ex-esposa. O celular dela foi apreendido.

O pistoleiro confessou o crime, mas negou que tenha sido premeditado. Ele já acumula passagens por roubo e tentativa de homicídio cometido contra outro parceiro de sua ex-mulher. Agora, será indiciado por duplo homicídio.

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