Em assembleia-geral policiais federais decidiram que devem fazer uma manifestação na próxima quinta-feira (28) em todo país
A Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal (ADPF) realizou, na última terça-feira (19), uma assembleia com participação de todos os integrantes, no intuito de elaborar estratégias para pressionar o governo federal a assinar medida provisória que, por meio de uma reestruturação de carreiras, concederá R$ 1,7 bilhão à categoria.
Em assembleia-geral dos delegados eles aprovaram já para a próxima quinta-feira (28) uma manifestação em todas as unidades da PF no país, segundo nota da ADPF (Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal) divulgada nesta quinta-feira (21).
“A ADPF também apresentará ao diretor-geral da Polícia Federal um comunicado que recomenda a todos os delegados federais que não viajem em missão sem o pagamento prévio de diárias, bem como estabeleça, em 30 dias, critérios para compensação ou remuneração do regime de sobreaviso”, diz a nota.
“A entidade aprovou, ainda, o indicativo de recomendação de operação-padrão e redução de produtividade nas atividades administrativas de fiscalização, bem como indicativo de paralisação das atividades junto com os demais cargos da PF, esta última a ser ratificada em assembleia no dia 2 de maio” acrescenta o comunicado.
Os representantes da associação se dizem “frustrados” e afirmam que o governo do presidente Jair Bolsonaro (PL) cresceu com a pauta da segurança pública, mas não direciona investimentos nem empenhos suficientes para esse segmento.
“O sentimento de frustração da categoria se amplifica diante do noticiado reajuste linear para os servidores públicos federais. Alinhados aos sentimentos de todas as forças de segurança ligadas ao Ministério da Justiça, que viram a pauta da segurança pública ser alçada como bandeira pelo governo, enquanto os policiais não receberam qualquer valorização do seu trabalho e sacrifício”, pontua o documento.
A crise
O Orçamento da União de 2022 tem um espaço de 1,7 bilhão de reais reservado originalmente para aumentar salários apenas de carreiras da segurança pública. Mas promessa do presidente Jair Bolsonaro nesse sentido gerou descontentamento geral entre os demais funcionários públicos, contribuindo para mobilizações de várias categorias, incluindo uma greve de servidores do Banco Central.
Ainda em janeiro, Bolsonaro comentou o que chamou de “grita geral” em torno do eventual reajuste apenas para servidores da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal e do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), ressaltando que a alternativa poderia ser todos os funcionários públicos ficarem sem aumento.
Depois disso, com várias mobilizações entre os servidores, o governo passou a avaliar um reajuste linear de 5% para todo o funcionalismo.
Na última segunda-feira, no entanto, o secretário especial do Tesouro e Orçamento do Ministério da Economia, Esteves Colnago, disse que ainda não há decisão tomada sobre reajuste neste ano, ressaltando que o governo “terá olhar especial” sobre o tema e colocou previsão expressa de aumentos e reestruturação de carreiras em 2023.





















