Prefeita aproveita venda do Consórcio Guaicurus para ‘fazer política e pressionar por mudanças’

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Foto: PMCG

A prefeita Adriane Lopes (PP) foi categórica nesta terça‑feira (21): a venda do Consórcio Guaicurus para a HP Mobilidade só será autorizada pela Prefeitura se vier acompanhada de um plano robusto de melhorias imediatas.

A negociação entre os grupos privados foi comunicada oficialmente ao município pela manhã, mas não tem validade sem o aval do poder público — já que o serviço funciona sob regime de concessão.

O que disse a prefeita

“Não há como recepcionar uma empresa de fora sem propor mudanças. Precisamos que o contrato seja cumprido, com ônibus novo, ar‑condicionado e reforma dos terminais. Queremos que seja concretizado o que, historicamente, não vem sendo cumprido em Campo Grande”, destacou na coletiva de imprensa.

Ainda segundo afirmou, “não adianta trocar de donos e continuar com transporte de má qualidade, como acontece há 20 anos. Só será aceito se vier ao encontro das necessidades da população”.

Ela explicou que a própria negociação surgiu no contexto da intervenção: “Observado o descumprimento do contrato, poderia ser decretada a caducidade com nova licitação, ou até a comercialização da empresa durante esse processo — que foi o que ocorreu.”

Próximos passos

A Prefeitura explicou que a aprovação depende de análise minuciosa do plano apresentado pela nova operadora. Se não houver proposta satisfatória, a transação não será validada.

A intervenção municipal segue em andamento, com prazo inicial de até 180 dias, e só poderá ser antecipada se o projeto for considerado viável. A circulação dos ônibus está totalmente garantida durante todo o trâmite.