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domingo, 21 de julho, 2024
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Preso abandona facção criminosa e expõe plano de ataque contra policiais penais

Um interno da Penitenciária Estadual Masculina de Regime Fechado da Gameleira 2, em Campo Grande, conhecido como “Cabeça”, revelou um plano do Comando Vermelho para atacar policiais penais. Ele afirmou estar rompendo com a organização criminosa. O boletim de ocorrência foi registrado na 5ª Delegacia de Polícia Civil da capital.

“Cabeça” explicou que o ataque seria uma retaliação pelas recentes operações policiais que prejudicaram os interesses da facção no Estado. Essas operações resultaram na apreensão de bilhetes da facção, bebidas artesanais ilegais chamadas “choca” e outras infrações dentro da prisão.

O plano inclui ações coordenadas para atacar policiais penais como uma demonstração de poder do Comando Vermelho em Mato Grosso do Sul. A facção já possui armamento significativo, incluindo fuzis AR15, pistolas 9mm, revólveres calibre 38 e um equipamento Stinger de longo alcance, e espera criminosos experientes do Rio de Janeiro para executar os ataques.

Além dos ataques, a facção planeja reivindicar melhorias nas condições dentro das prisões, expandir suas operações ilícitas, recrutar novos membros através do “batismo” e exigir transferências estratégicas de integrantes, como é o caso do líder “Coqueirinho”, originário de Mato Grosso.

“Cabeça” também revelou que qualquer ação requer o aval do Comando Vermelho de Mato Grosso, ao qual a facção de MS está subordinada, mas em caso de negativa, o grupo poderia buscar apoio no Conselho do “Comando dos 13”, localizado na penitenciária de Bangu, no Rio de Janeiro.

As comunicações da facção são intermediadas pelo advogado apelidado de “Cabeça Branca”, responsável por gerenciar contatos externos, incluindo o tráfico de drogas, pagamentos da facção e coordenação com outros estados. Uma casa de apoio próxima ao condomínio “Alphaville” também é utilizada para hospedar membros do Comando Vermelho durante suas operações em Mato Grosso do Sul.

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