Professor é condenado a 40 anos de prisão por estuprar alunas

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Maioria das vítimas eram menores de 14 anos

10/06/2019 10h45
Por: Redação

Professor identificado apenas como Q.G., que dava aula em um colégio de Nioaque, cidade distante 368 quilômetros de Campo Grande, foi condenado a 40 anos de prisão por assediar e estuprar algumas de suas alunas. A maioria das vítimas eram menores de 14 anos.

A sentença foi promulgada pela juíza Larissa Luiz Ribeiro, que ainda determinou o pagamento de indenização a cada uma das vítimas por danos morais, no valor de R$ 5 mil, além da perda do cargo público.

Conforme consta nas investigações do Ministério Público, uma das vítimas contou que o acusado passou a mão nela quando estava voltando do intervalo do lanche e sua colega de escola comprovou tal situação. Ela diz que o professor começou a falar com ela, como se tivesse alguma coisa com ele e sempre querendo que fosse na casa dele tomar tereré.

A vítima ainda afirma que ele a beijava, a apertava e abraçava de modo muito diferente do normal e que um desses abraços sentiu a mão dele abaixando em seu corpo até pegar em sua nádega.

Outra vítima, que está com 12 anos atualmente, disse que os fatos ocorreram a partir do 3° bimestre, depois das férias quinzenais. Ela conta que ele começou com umas brincadeiras sem graça e perguntava se o tinha traído nos fins de semana.

Um dia em que estavam fazendo trabalho escolar no pátio da escola e, ao tentar tirar uma dúvida com ele, este tentou beijá-la. “Ele chegou perto de mim e eu virei o rosto e saí”, disse a aluna. A menina afirmou também que o acusado tinha a mania de puxar as meninas pela cintura para chegar mais perto. Ela diz que normalmente o professor fazia isso dentro da sala, onde estava a turma inteira presenciando os fatos.

O professor negou os crimes e chegou a pedir absolvição por ausência de provas.

Mas, para a juíza, os documentos juntados nos autos, bem como os depoimentos individuais de vítimas e testemunhas, comprovam absolutamente os crimes cometidos pelo professor. Além disso, a magistrada esclareceu que o delito de estupro de vulnerável restou perfeitamente demonstrado, já que o réu colocou a mão na cintura da vítima, desceu e apalpou sua nádega, com vítima menor de 14 anos, com intuito de satisfazer sua lascívia, e não apenas importunar a vítima.

Professor é condenado a 40 anos de prisão por estuprar alunas