Sem aulas nesta sexta-feira (25), nas escolas da Reme (Rede Municipal de Ensino) de Campo Grande, e com megafone e faixas, professores protestam por reajuste em frente à prefeitura. Em grande quantidade de manifestantes, os profissionais da Educação já haviam anunciado a ação, que lota o pátio, calçadas da sede da administração municipal, bem como já se fechou até a Avenida Afonso Pena, que já foi reaberta rapidamente em contraste com o que acontece as 23 dias em outra principal avenida da cidade. Os professores estão em ação por reposição salarial ‘prometida’ ou acordada em Lei, que se arrasta de 5 a 10 anos já iniciada em administrações passadas. Veja abaixo todo histórico.
Já a avenida fechada, não demorou muito para a polícia chegar ao local, com sirene ligada, e solicitar a saída dos professores do meio da rua. Muitos começaram a reclamar, dizendo que o mesmo não acontece na Avenida Duque de Caxias, onde manifestantes de ato antidemocrático estacionam em local proibido, tiram cavaletes da Agência de Trânsito e providências não são tomadas ou chegam a conta gotas.
Pela ação dos professores, que com 100% das escolas de ensino fundamental e infantil fechadas, protestam em frente ao Paço municipal em paralisação, que visa pressionar o Município e atual gestão, para que cumpra Lei, aprovada na gestão de Marquinhos Trad (PSD), e que prevê reajuste salarial da categoria.

De acordo com o presidente da ACP (Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública), todas as 200 unidades de ensino aderiram ao movimento. A expectativa é de que pelo menos 3 mil dos 8 mil educadores do quadro da rede municipal passem pela manifestação no Paço. “Não estamos aqui para negociação, até porque, ela já foi feita lá atrás. Queremos o cumprimento da Lei”, pontuou o presidente do Sindicato, Lucilio Nobre.
Números de acordo e Lei
Na gestão do ex-prefeito, Marquinhos Trad (PSD), em março deste ano, foi acordada entre a ACP e o município a proposta de reajuste escalonado de 67% até 2024. “O escalonamento deverá ser da seguinte forma: 10,06% retroativo a fevereiro, 10,39% em novembro de 2022; 11,67% em maio/2023; 11,67% em outubro/2023; 11,67% em maio/2024; e 11,67% em outubro/2024”, lembrou o presidente da ACP.
A ACP estima que, para o pagamento do reajuste, seriam necessários algo em torno de R$ 10 milhões e R$ 15 milhões. Como alternativa, ele menciona que os R$ 70 milhões de verba do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica) poderiam ser usados.
Às 9h, comissão de representantes dos professores foi recebida pela prefeita Adriana Lopes (Patriotas). Segundo os educadores, assembleia marcada para às 14h vai decidir se a paralisação continua ou não.

Prefeita assegurou aumento de 4,78%
Em reunião com a categoria nesta semana, a prefeitura Adriane Lopes (Patriota) assegurou aumento de 4,78% para os professores.
Além do reajuste, Adriane Lopes sugeriu nova reunião para o próximo dia 29, para tentar se chegar ao reajuste de 10,39%, valor retroativo referente a novembro, que seria o início de um escalonamento salarial prometido pelo então prefeito Marquinhos Trad (PSD).
O reajuste de 4,78% já será lançado em dezembro e, com a reunião, proposta pela prefeita, a intenção é a de discutir forma de chegar ao valor aproximado dos 10% prometido por Marquinhos.
Executivo pede alternativas
O novo secretário municipal de educação, Lucas Bitencourt, reforçou que município irá buscar alternativas para o pagamento, mas desconversou sobre a possibilidade de parcelar novamente o reajuste.
“Queremos e precisamos cumprir a lei, esse é o nosso objetivo, mas encontramos dificuldades na própria lei. Agora, a prefeitura vai montar comissões para apontar propostas e resolver a questão. Estão abertas as construções para equilibrar a receita”, finaliza.

Lei previa possibilidade
O presidente da Câmara Municipal de Campo Grande, vereador Carlos Augusto Borges, conhecido como Carlão (PSB), afirmou que, na ocasião em que a legislação que previa o aumento foi aprovada, já havia previsão de pagamento mediante disponibilidade financeira.
“Não é o caso da prefeitura hoje. Cabe à prefeita, ACP e Comissão de Educação da Câmara tentar um acordo de como cumprir esse compromisso”, disse





















