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quinta-feira, 18 de julho, 2024
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Profissionais do HRMS param de trabalhar em protesto para manter diretoria da Enfermagem

Os profissionais da área da Enfermagem do HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul), realizam neta terça-feira (5), um protesto no saguão, a favor da manutenção da Diretoria de Enfermagem. A discussão de uma mudança no organograma colocaria esses profissionais como auxiliares e subordinados a médicos, o que é repudiado pela categoria. 

A medida viria ainda, tão somente, por um resolução da outra categoria, do CRM (Conselho Regional de Medicina) e não de medida de órgão governamental, judicial ou de necessidade de Saúde pública.

“A resolução de um conselho de categoria [Conselho Regional de Medicina] não pode ferir o exercício profissional de outra categoria. Só que não houve acordo nisso”, afirma Ricardo Bueno, presidente do SintssMS (Sindicato dos Trabalhadores em Seguridade Social de Mato Grosso do Sul).

Bueno, ainda aponta que o HRMS tem um quadro de 950 a mil profissionais de Enfermagem, o que corresponde a cerca de 45% do efetivo do hospital. Ou seja, deve er uma gestão da área e de profissionais da categoria ou vinculada a ela e não a terceiros.

Contrários

Assim, a categoria se posicionou contrária a iniciativa de desmembrar a coordenação de Enfermagem e colocá-la na diretoria médica. E ainda, o sindicato teria sido informado dessa intenção, já quae em decisão, somente na última quarta-feira (29). 

“Com isto, foi aberto um diálogo com o governo estadual e direção do Hospital Regional, mas como não houve acordo entre as partes. Assim, os enfermeiro/as decidiram fazer a mobilização nesta terça-feira”, explica Bueno.

Parte do quadro de enfermagem do hospital participou da manifestação, nesta terça-feira. Uma comissão seria recebida pela diretoria do HRMS. 

A Diretoria de Enfermagem do HRMS foi criada em 2014 após luta da categoria. “A categoria quer ser aceita e conversar. A diretoria de enfermagem no HR é histórica. Se procurar diretoria em outros hospitais de Mato Grosso do Sul não existe […] essa diretoria não é eco, discute processos”, recorda Ricardo Bueno. 

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