“Projeto Nascente Viva: Ações Sócio Econômica e Ambiental da Aldeia de Dourados. (Foto: Início das atividades, em 2018)

Ação acontece no Córrego Jaguapiru, em parceria com as escolas Guateka e Tengatuí

Nessa quarta-feira (22), às 8 horas, o “Projeto Nascente Viva: Ações Sócio Econômica e Ambiental da Aldeia de Dourados ” desenvolverá atividade de plantio de cerca de 300 mudas, com as escolas indígenas Guateka e Tengatui. A ação será realizada no entorno do Córrego Jaguapiru para restauração socioparticipativa da área.

As atividades tiveram início em março de 2018 e, de lá para cá, já foram plantadas mais de 2000 mudas no local, criando um viveiro de plantas nativas e restaurando 1,5 hectares de vegetação. São mais de 100 espécies, dentre elas ingá, ipê, jatobá, cedro do brejo, pau viola e jacarandá. Além do plantio, fazem parte da proposta de educação ambiental com os alunos da reserva indígena atividades de limpeza do leito, enriquecimento da área de vegetação, monitoramento das mudas e palestras.

O PROJETO

O Nascente Viva (Yvu Oikoveva em guarani), coordenado pela professora Zefa Valdivina Pereira, é uma parceria entre a Pró-reitoria de Extensão e Cultura da Universidade (PROEX/UFGD), Associação das Mulheres Indígenas de Dourados (AMID), Associação de Podutores orgânicos do MS (APOMS) e GRUPO Team Tarahumara Fans, da Alemanha. O principal objetivo é restaurar a vegetação que margeia o Córrego Jaguapiru, ao mesmo tempo em que proporciona atividades de Educação Ambiental para alunos das escolas indígenas das aldeias Jaguapiru e Bororó. Bolsistas da UFGD também atuam na preservação da área.

Em 2019, o projeto foi contemplado com o Trofel Marco Verde, prêmio da Prefeitura de Dourados para promover iniciativas inspiradoras, capazes de ajudar a construir um futuro sustentável através do cuidado com o meio ambiente.

Este trabalho proporciona a interação entre a academia e os conhecimentos tradicionais das comunidades indígenas, visando não só a preservação/recuperação dos recursos naturais de suas respectivas reservas como, também, projetos alternativos para um desenvolvimento local de sustentabilidade duradoura, que minimizem os impactos ambientais. De acordo com a pró-reitora de Extensão e Cultura, Gicelma Chacarosqui, essa ação materializa a importância transformadora da extensão da UFGD para Dourados e região, pois colabora com a recodificação da geografia urbana e social das aldeias do município.

Além da professora Zefa, colaboram com o projeto Lenir Paiva (AMID), Olácio Komori e Aquiles Paullus (APOMS), Elen Mary Machado (Tarahumara Fans), Cajetano Vera (Escola Indígena Municipal Tenguatui Marangatu) e Cleber Dias (Escola Indígena Estadual Guateka).

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