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Sempre ouvimos falar que corpo e mente caminham juntos e o que um sente pode afetar diretamente no outro. No caso das nossas emoções, os impactos gerados à nossa saúde podem ser positivos ou negativos, assim como físicos ou psicológicos. Isso porque o ser humano é composto por várias partes: física, psicológica (emoções), social, ambiental, histórico-cultural e religiosa, e todas elas têm grande importância, integram-se e agem juntas.  

“Muitas doenças chamadas psicossomáticas têm o componente psicológico afetando o somático, que é o corpo. Como por exemplo desses impactos podemos citar a artrite reumatoide, muitas alergias, a gastrite nervosa e tantas outras. Portanto, o estado emocional pode causar uma doença, assim como um pensamento positivo ou uma linguagem mais otimista pode fazer com que uma pessoa viva muito melhor mesmo diante de situações difíceis”, explica o psiquiatra e cooperado da Unimed Campo Grande, Dr. José Carlos Rosa Pires de Souza.   

O psiquiatra explica que aquelas emoções consideradas negativas, como a raiva, o medo e a culpa podem acarretar em impactos mais sérios à saúde. “Hoje a tão falada psiquiatria e psicologia positivas (não que existam as negativas), trabalham mais com os aspectos da positividade, do otimismo, da resiliência, dos fatores de enfrentamento aos estresses da vida em geral. Quando em uma situação de doença, por exemplo, o cérebro recebe como algo ruim, o nosso eixo hipotálamo-hipófise-adrenal produz mais cortisol, o que aumenta o nível de estresse e causa as doenças psicossomáticas”, detalha.  

Segundo o especialista, a psiquiatria e a psicologia positivas são essenciais para aliviar emoções como raiva, medo, ira, vingança, etc, já que elas voltam negativamente para quem sente.  

O médico ressalta que é importante saber controlar as emoções e enxergar o lado bom das coisas. “Quando conseguimos tirar proveito das situações, principalmente das tidas como negativas, instituímos o que chamamos de estratégia de enfrentamento de estresse e isso está ligado à espiritualidade, atividades físicas, relações pessoais e sociais e até mesmo poder contar com uma rede de apoio, como recomendado pela Organização Mundial da Saúde. Com pensamento e vibração positiva, teremos um corpo bem mais saudável, com menos estresse, hormônios e toxinas negativas”.   

Confira algumas repostas do nosso corpo ligadas às emoções:  

Medo: o coração dispara e a respiração fica ofegante. O cérebro fica sob efeito dos hormônios do estresse.  

Raiva: causa sudorese, aceleração dos batimentos cardíacos e tensão dos músculos. Quando acumulada pode provocar reações inflamatórias.    

Tristeza: pode afetar principalmente a imunidade, dificulta o sono e pode aumentar ou diminuir o apetite.  

Alegria: capaz de liberar hormônios que relaxam os músculos e fortalecem o sistema imunológico.   

Dr. José Carlos ressalta que quando as emoções, sejam elas quais forem, tornam-se prejudiciais de alguma maneira, é hora de buscar ajuda profissional. “Seja esse prejuízo físico, psicológico, social ou nos relacionamentos, não se autodiagnostique, mas procure um profissional de saúde para que ele prescreva o tratamento. Importante também não se automedicar, ainda que com os chamados naturais, porque eles também podem causar problemas à nossa saúde”, conclui o especialista.  

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