Quaest: Lula amplia vantagem sobre Flávio Bolsonaro e venceria todos os cenários de 2º turno

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(Montagem: Ricardo Stuckert/PR e Saulo Cruz/Agência Senado)

Pesquisa também aponta empate na avaliação do governo e maioria favorável a Michelle Bolsonaro em desentendimento com Flávio

Faltando pouco mais de dois meses para a eleição presidencial, uma nova pesquisa Quaest, divulgada nesta quarta-feira (15), aponta vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em todos os cenários simulados de segundo turno. O levantamento também registra uma mudança no cenário da avaliação do governo, com a aprovação superando numericamente a desaprovação pela primeira vez desde julho de 2025.

Na disputa mais equilibrada, Lula aparece com 45% das intenções de voto contra 37% do senador Flávio Bolsonaro (PL), diferença de oito pontos percentuais. Em junho, o presidente tinha 44% e o senador, 38%. Em maio, ambos apareciam tecnicamente empatados dentro da margem de erro, com 42% para Lula e 41% para Flávio.

Além do senador, a pesquisa simulou confrontos contra o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e Renan Santos (Missão). Em todos os cenários, Lula venceria.

Contra Caiado, o petista registra 45% das intenções de voto, ante 36% do adversário. No confronto com Zema, Lula soma 45%, enquanto o governador mineiro alcança 35%. Já diante de Renan Santos, a vantagem é maior: 45% a 33%.

Lula lidera no primeiro turno

No cenário estimulado para o primeiro turno, Lula também aparece na liderança, com 40% das intenções de voto.

Flávio Bolsonaro ocupa a segunda posição, com 28%. Em seguida aparecem Ronaldo Caiado (4%), Renan Santos (3%) e Romeu Zema (2%). Os demais nomes testados não ultrapassam 1%.

Brancos, nulos e eleitores que afirmam não votar somam 11%, enquanto 8% disseram estar indecisos.

Aprovação do governo cresce

A pesquisa também mostra melhora na percepção do governo federal.

Segundo o levantamento, 48% dos entrevistados afirmam aprovar a gestão de Lula, enquanto 47% desaprovam. Os números configuram empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.

Na pesquisa anterior, divulgada em junho, a aprovação era de 47% e a desaprovação de 48%.

A avaliação da administração federal também apresentou mudança. Pela primeira vez em um ano, as avaliações positiva e negativa ficaram empatadas.

Os números mostram:

  • Positiva: 36%;
  • Negativa: 36%;
  • Regular: 26%;
  • Não sabem ou não responderam: 2%.

Michelle leva vantagem em disputa de imagem

O levantamento também mediu a repercussão pública dos vídeos divulgados pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, nos quais ela expôs um desentendimento com o senador Flávio Bolsonaro.

Questionados sobre com quem tendem a concordar mais no episódio, 42% dos entrevistados disseram apoiar Michelle, enquanto 18% afirmaram concordar mais com Flávio.

Outros 22% disseram não concordar com nenhum dos dois, 3% afirmaram concordar parcialmente com ambos e 15% não souberam responder.

A pesquisa também indica que 45% consideram que Michelle acertou ao tornar pública a divergência familiar, enquanto 38% entendem que ela errou.

Quando perguntados se a participação direta da ex-primeira-dama na campanha presidencial aumentaria as chances de vitória de Flávio Bolsonaro, 47% responderam que não. Outros 38% acreditam que a presença dela ajudaria o senador, enquanto 15% não opinaram.

Metodologia

A pesquisa Quaest foi encomendada pela Genial Investimentos e entrevistou presencialmente 2.004 eleitores entre os dias 10 e 13 de julho.

A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07181/2026.