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segunda-feira, 17 de junho, 2024
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Racha? Disputa pela Prefeitura de Dourados coloca Eduardo Riedel e Barbosinha em lados separados

A disputa pela Prefeitura de Dourados no pleito que se avizinha caminha para uma divisão de lados entre o governador Eduardo Riedel (PSDB) e o seu vice, José Carlos Barbosa, o Barbosinha (PSD).

O cenário de conflito foi exposto nos últimos dias, através de declarações à imprensa na qual Riedel afirmou apoiar o colega tucano e pré-candidato Marçal Filho na disputa, mesmo tendo no tabuleiro o próprio parceiro de gestão estadual Barbosinha.

Na noite de ontem (10), a dupla esteve presente na solenidade de abertura da Expoagro (Exposução Agropecuária de Dourados), no Parque de Exposições João Humberto de Andrade Carvalho, e comentaram sobre as eleições com os jornalistas.

Questionado, Eduardo Riedel foi firme e seguro ao dizer que o seu partido, PSDB, tem como pré-candidato Marçal Filho. “Será nosso candidato”, disse, e completou sustentado que não há um plano B. “Marçal é o único candidato pelo partido em Dourados”, completou.

Logo em seguida, Barbosinha também respondeu indagações sobre o jogo e garantiu que é pré-candidato, inclusive, trocou de partido para isso – ele deixou o PP, do atual prefeito e pré-candidato a reeleição Alan Guedes, e ingressou no PSD.

“Meu nome está à disposição do meu partido e eu mantenho minha pré-candidatura. Penso que para Dourados e para o meu grupo político seja importante que eu mantenha minha pré-candidatura”, afirmou.

Ao mesmo tempo, Barbosinha adiantou que não irá assumir o comando do Governo do Estado durante a viagem aos Estados Unidos do governador Eduardo Riedel, algo que deveria ocorrer já a partir deste sábado (11).

“Vou continuar como vice-governador, sem praticar ato de governo”, explicou. Pela Lei Eleitoral, Barbosinha pode ficar impedido de disputar as eleições deste ano se assumir como governador em exercício.

Apesar dos partidos diferentes, tanto Eduardo Riedel quanto Barbosinha e o próprio Marçal Filho fazem parte de um mesmo grupo político que costuma caminhar junto nos bastidores do poder. A expectativa é que um dos postulantes passe a vez ao outro para evitar o racha.

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