Após 503 dias, estudantes retomam as aulas 100% presencial

Após 503 dias na modalidade remota, a rede estadual de ensino retomará as aulas 100% de forma presencial a partir desta segunda-feira (4), em Campo Grande.

“A vacina teve um papel fundamental para que isso fosse possível, agora poderem retornar as aulas na segunda-feira, que coincide com o início das aulas do 4° bimestre com 100% dos alunos”, disse o secretário-adjunto de educação Édio Castro.

As aulas iniciaram na modalidade remota no dia 17 de março de 2020, período em que os primeiros casos do novo coronavírus foram registrados em Campo Grande e outras cidades do estado.

Desde então, as crianças e adolescentes tiveram atividades a serem feitas em casa.

Com o avanço da vacinação da Covid-19, desde 2 de agosto, as aulas passaram a funcionar tanto na modalidade remota como híbridas nas 347 unidades escolares, após um ano e meio desde a suspensão das atividades presenciais.

Esse retorno se deu no formato híbrido – com as turmas em alternância – seguindo o Protocolo de Volta às Aulas, lançado em novembro de 2020, e usando as bandeiras do Prosseguir para determinar o percentual de alunos presentes de forma simultânea nas salas.

São cerca de 205 mil alunos, sendo que 63% deles, na faixa etária entre 12 a 17 anos, já receberam a primeira dose da vacina. No caso das pessoas acima de 18 anos, o secretário, explicou que a cobertura vacinal é de 94% e a intenção é “avançar muito mais” em todas as idades.

“Em Mato Grosso do Sul 94,5% acima dos 18 anos já tomaram a primeira vacina e 75% foram vacinadas com segunda dose. Já nosso público alvo (estudantes), pessoas de 12 a 17 anos, 63% foram vacinados, portanto o retorno é de extrema importância para uma busca ativa e auxiliar os estudantes e familiares para realizar a vacina e saber motivo de não ter ainda sido vacinado, seja por falta de conectividade, ou informação e aumentar o índice vacinal ideal que é de 80% de imunização com segunda dose”, enfatiza Edio.

Vacinação nas escolas

A Secretaria Estadual de Educação não descarta a possibilidade de aplicação de vacinas dentro das escolas, desde que seja uma resolução implementada pela Secretaria Estadual de Saúde.

“Se acharam que é viável montarem um posto em cada escola, tudo bem”, disse Edio.

“Eu não vejo tanta necessidade porque cada município tem uma logística super montada, tendo em vista que o Estado é o que mais vacina. Às vezes também pode ter uma parceria da escola levar os alunos até esse ponto de vacinação, estamos analisando de ponta a ponta”, completou.

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