Lara assiste as aulas na modalidade on-line. (Foto/Divulgação)

Tendo a opção do sistema hibrido, pais se dizem obrigados a levar filhos para a escola

As escolas da rede particular de ensino veem adotando o regime hibrido desde o início do ano letivo atual. A opção dada aos pais é que os alunos possam assistir aula de forma on-line ou presencial, sendo que o decreto vigente prevê a capacidade de 50% de ocupação por sala nas instituições de ensino.

Após uma semana e alguns dias de medidas restritivas impostas para o combate ao coronavírus, implementadas pelo governo e pelo munícipio, a rede volta a disponibilizar o sistema presencial nesta segunda-feira (5).

Na porta da escola alguns pais já deixavam os filhos para mais um dia de aula, a maior parte equipados com suas máscaras de proteção e o inseparável álcool em gel, alguns até com luvas.

Em conversa com alguns desses pais que optaram pelo regime presencial, o Enfoque MS verificou que muitos acabaram aderindo ao formato por não terem onde deixar os pequenos. Segundo Juliana de Souza, que é mãe de Henry de 10 anos, as opções são limitadas, e que devido ao trabalho não pode ficar com o menino. “Sinto muito em tê-lo que expor á este perigo, mas infelizmente, ou é isso ou fico desempregada”, relata a jovem que trabalha no ramo comercial.

Outros pais quando questionados se dizem seguros em trazer os filhos, pois a escola cumpre e toma todas as medidas de biossegurança recomendadas. “Eu oriento minha filha sempre quanto ao distanciamento e a máscara”, diz uma mãe que preferiu não se identificar.

A pergunta sobre o porquê da opção pelo regime presencial foi feita á cerca de sete pessoas, que em sua maioria disseram estar apreensivos com os perigos que o vírus oferece, mas que se veem forçados a deixarem os filhos devido a suas rotinas.

Já os que decidiram deixar os filhos em casa e assistirem aula de forma on-line, se dizem preocupados com os prejuízos que este método pode causar, mas que acreditam ser necessário o sacrifício neste momento, devido a situação perplexa do vírus no Estado.

Lara tem 10 anos e já tem seu lugarzinho montado para acompanhar a aula. “Eu queria é ir pra escola, ver meus amigos e professores”, diz a menina que não aderiu de forma muito amigável ao método.

Sua mãe Luciana, conta que decidiu que assim fosse pois tem medo do contágio. “Um dia ela vai me agradecer”, conclui a mãe da menina.

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