“Quem casa, quer casa” ou qualquer um quer ter uma casa própria, pelo conforto, fugir de dividas em aluguel, que é ‘um dinheiro perdido’, para quem paga. Mas, infelizmente para alguns, que até já tem sua casa, mas acaba ‘tendo sorte’, ganha uma casa/apartamento de programa governamental, mas somente pega para ‘fazer comercio’ do aluguel de tantos que sofrem a pagar ou mesmo até deixam o imóvel vazio, para repassar após alguma valorização.
O fato acima, é realidade e até sabido que há muitos casos a muito tempo. Mas, em última entrega em Campo Grande, alguns dias depois já se extrapolou e apareceu dezenas da apartamentos desocupados ou a venda no Residencial Jardim Canguru, região saída de São Paulo, no lado sul da Capital. O que ocasionou muitas denúncias e ação das autoridades governamental.
Assim, equipes de fiscalização das agências de habitação municipal e estadual identificaram, na semana passado, sendo divulgado nesta-feira (15), que, ao menos, 45 apartamentos ainda estão desocupados no Residencial Jardim Canguru. Ou seja, 15% das 300 unidades entregues no último dia 30 de junho. Após a entrega/inauguração, no dia seguinte, já havia anúncios irregulares de vendas na Internet. Se passou um mês, e fiscalização então começou em agosto.
O diretor de Atendimento, Administração e Finanças da Amhasf (Agência Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários), Cláudio Marques Costa Junior, calcula que 15% unidades continuam desocupadas, mas disse que isso não significa necessariamente que seja indício de irregularidade. “Vamos fiscalizar, ao longo dos meses, vamos identificando com maior clareza”, disse.
Ainda dando chances
Costa Junior disse que a agência está entrando em contato com as famílias beneficiadas para que ocupem as unidades. Ele falou sobre o assunto esta manhã, durante lançamento do calendário de ações pelo aniversário de Campo Grande.
A fiscalização foi desencadeada logo após denúncias de venda dos imóveis, disponibilizados para famílias de baixa renda e entregue em evento no
São 18 blocos de 16 apartamentos cada e um bloco de 12 moradias, totalizando 300 unidades habitacionais. O investimento é de R$ 4 milhões do governo federal e contrapartida de R$ 5 mil do Estado. A prefeitura de Campo Grande participou da elaboração do projeto, doação da área e pavimentação do acesso.
O diretor diz que, apesar da polêmica causada, a prefeitura recebeu de 7 a 10 denúncia por meio das redes sociais, porém, sem a fundamentação necessária para que a agência concretize alguma ação de penalidade.
O levantamento feito até agora foi encaminhado à CEF (Caixa Econômica Federal) há duas semanas, mas, por enquanto, nenhuma medida foi tomada. Segundo ele, os processos de reintegração foram suspensos até o fim do ano, mas a fiscalização continua para que, quando a medida puder ser retomada, a instituição tenha elementos do que está ocorrendo.





















