Curta traz reflexão sobre nacionalidade, brasilidade e apropriação ideológica de símbolos
20/02/2020 14h15
Por: Redação
Uma vivência pessoal da roteirista e atriz Maíra Espíndola fez surgir o curta-metragem Leite da Loba, da Elástica Videografia. A produção foi lançada no início da tarde desta quinta-feira (20) e traz uma reflexão sobre a nacionalidade, brasilidade e apropriação ideológica de símbolos.
A história aconteceu em um dos muitos Carnavais que Maíra pulou. Apesar de retratar a folia, o pano de fundo é a política. “O carnaval é um momento de catarse popular e seria incrível se nessa energia toda ao sacudir os pés no asfalto pudéssemos sacudir as mentes da nação. Nosso país é nosso lugar de fala, este filme serve como chamariz para retomarmos importantes símbolos da brasilidade”, pondera a roteirista.
A decisão de transformar a história em um filme partiu da inquietação do ‘fazer cinema’. “Nós produzimos primeiro por que FORA BOZO, segundo por que nos remexemos muito e queremos sempre criar, terceiro por que a história é boa e demos muita risada contando e recontando ela por aí”, enumera Maíra, que se reuniu com outros profissionais e deu início à produção, em meados de janeiro.
“Leite da Loba” não foi um título escolhido à toa, é o nome de um drink criado pela artista. “Uma bebida que tem um cabedal de referências: desde a figura da Loba – que existe no imaginário da roteirista pela sua banda de rock Dimitri Pellz –, até a ideia dessa mulher selvagem que carrega seu mimoso leitinho pro bloco de carnaval. É uma célebre infusão que a personagem assim como eu costumo fazer em dias de celebração”, conta.
Os produtores do curta esperam que a história reforce a brasilidade de quem o assistir. “A história original aconteceu no carnaval e acreditamos que um movimento popular com tamanha força fala por si só. Mas também é uma forma de nos aproximarmos das narrativas com as quais queremos trabalhar e amar”, acredita Maíra.
Para assistir a produção acesse o link.
Sinopse
Num dia de carnaval um episódio entre a personagem e um motorista de aplicativo de mobilidade traz uma reflexão sobre a nacionalidade, brasilidade e apropriação ideológica de símbolos.
Ficha técnica
O elenco conta com Maíra Espíndola (foliã), João Pedro Xavier (motorista 1) e Tero Queiroz (motorista 2); a produção é de Maíra Espíndola, Mariana Sena, Carlota Phillipsen, Cátia Santos; Argumento e arte de Maíra Espíndola; Direção, Mariana Sena; Direção de fotografia e edição, Cátia Santos; Assistente de fotografia, Carlota Phillipsen, Maquiagem e figurino, Nara Forato; Still, Isadora Tiemi; Som direto, Altair Santos; Trilha Sonora, Altair Santos e TGB.




















