Governador, Reinaldo Azambuja, e secretário, Eduardo Riedel (Foto: Chico Ribeiro)

Secretário é cotado para suceder Reinaldo Azambuja no comando do Estado

Secretário de Governo durante seis anos no governo de Reinaldo Azambuja, o agora responsável pela Infraestrutura, Eduardo Riedel, disse estar à disposição do PSDB caso seja o nome escolhido do ninho tucano para a sucessão do Executivo estadual. Nos bastidores da política, ele é o nome cotado do partido para o pleito de 2022.

Nos últimos meses, Riedel tem representado o governador nas agendas públicas em Campo Grande e no interior do Estado, questionado se a sua presença é a pré-campanha para o projeto de 2022 e se tem interesse em representar o PSDB nas urnas no ano que vem, o secretário afirmou que a candidatura é um processo democrático e que sua indicação é natural perante ao trabalho que tem feito ao longo da adminsitração de Azambuja. 

“A eleição é um processo democrático, de formação de um grupo político. Tenho uma trajetória de dedicação ao Mato Grosso do Sul, desde o início do primeiro mandato, por isso é natural que se cogite essa indicação. Se o partido, lá na frente, entender que o meu nome é o mais indicado para uma eventual disputa, me sentirei honrado e estarei à disposição para dar continuidade a este ciclo de crescimento e desenvolvimento do estado”, destacou o secretário.

Secretário de Infraestrutura, Riedel respondeu ainda sobre a relação que o Estado deve ter com os demais poderes, uma vez que houve troca na presidência do Tribunal de Justiça e Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul. Sobre o discurso do novo presidente do TJMS, desembargador Carlos Eduardo Contar, que condenou as medidas de isolamento para conter a pandemia de Covid-19, preferiu amenizar dizendo que era uma opinião pessoal, mesmo com várias instituições como Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e o Supremo Tribunal Federal (STF) repudiando a fala do magistrado. 

“Temos trabalhado em harmonia, com muita responsabilidade compartilhada entre os poderes, e vamos continuar atuando para que esta parceria seja mantida. Quanto ao discurso, trata-se de uma opinião pessoal, pois vivemos em uma democracia com liberdade de expressão”, finalizou.

Sobre a perda de vereadores na bancada tucana em Campo Grande e o partido ter deixado de concorrer ao Executivo municipal, Riedel afirmou que a sigla não se arrepende. “De forma alguma. Nosso governo já tem uma parceria consolidada com a prefeitura da capital, assim como com todas as outras prefeituras, então apenas demos continuidade a este processo por entender que era (e continua sendo) o melhor caminho”, ressaltou.

Em 2020 a expectativa era que o PSDB lançasse um nome para concorrer com o então candidato à reeleição, Marcos Trad (PSD), ou então ajudasse na composição da chapa indicando um vice, o que não aconteceu. Sem concorrer ao Executivo, a bancada tucana em Campo Grande reduziu de sete para três vereadores.

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