A Santa Casa de Campo Grande, referência estadual no atendimento a politraumatizados e cardiopatias, vive um cenário de superlotação crônica que se agravou nas últimas 24 horas, especialmente após a chegada de vítimas de acidentes graves de vários municípios da região. Mesmo com estrutura esgotada, a instituição segue recebendo todos os casos encaminhados pela Central de Regulação.
Na tarde da quarta-feira (1º), o Pronto-Socorro registrava 107 pacientes – sendo 48 aguardando vaga em enfermarias. Já nesta quinta (2), o número chegou a 91 no setor de emergência. A situação é mais crítica nas áreas prioritárias: a Área Vermelha, destinada a casos graves, tem capacidade para seis leitos e abriga 11 pacientes; já a Área Verde, com espaço para sete leitos de observação, funciona com 48 pessoas.
As informações foram divulgadas em vídeos publicados por médicos do hospital na rede social Instagram. A demanda crescente inclui casos de alta complexidade: além de vítimas de acidente em Sidrolândia, o hospital recebeu oito pessoas feridas na colisão entre carreta e ônibus de trabalhadores em São Gabriel do Oeste. Mesmo sem leitos disponíveis, a direção confirmou o recebimento de todos.
Pacientes de menor gravidade chegam a esperar de 18 a 24 horas nos corredores até conseguir vaga, mas a instituição garante que ninguém deixa de ser assistido conforme sua necessidade. A sobrecarga atinge também exames, procedimentos invasivos e a própria equipe de profissionais, que vem sendo remanejada para cobrir a demanda.
Veja os vídeos publicados pelos médicos explicando a superlotação na Santa Casa:





















