Secretário de Saúde, Geraldo Resende, diz que “fascistas não passarão” e população os colocará “na lata do lixo da história” “(Foto: Isaías Medeiros/Câmara Municipal)

O assunto em debate era de suma importância, a adoção do passaporte vacinal contra Covid em Campo Grande, mas grupo minoritário contra vacina e seguidores do chamado clã bolsonarista, que não sabem, quase sempre, o que é dialogo, acabou com a Audiência Pública promovida na Câmara de Vereadores da Capital, na tarde desta segunda-feira (27). O local era para se discutir democraticamente o assunto, tendo voz e vez de quem é a favor e os que seriam contra, como no caso do grupo, de ‘torcida organizada’, que preferiu apenas atrapalhar. Todos os defensores da vacinação em massa da população e da adoção do passaporte, para ajudar controlar a ainda existente pandemia, eram vaiados e interrompidos constantemente pelos bolsonaristas.

O secretário estadual de Saúde, Geraldo Resende, foi um dos mais atacados e não resistiu também e partiu ao ataque. Veja abaixo parte de video da fala do titular da SES ante um grupo bolsonarista, que vem se articulando ou somando-se pelo Brasil a fora, a cada debate sobre o assunto, em nível municipal, estadual ou federal. Eles, não pouparam ou melhor até mais atacaram o secretário estadual, que não teve diferença, sendo duramente criticado e xingado aos gritos pelos manifestantes.

Contudo, Resende enfrentou os bolsonaristas, que protestavam contra a criação do passaporte da vacina em Campo Grande, onde ele também se exaltou e chamou os protestantes de “fascistas e nazistas”. O grupo reagiu e o tumulto levou ao encerramento da audiência pública no Legislativo municipal, convocada pelos vereadores Ayrton Araújo e Camila Jara, ambos do PT,.

A audiência já começou tensa, pois com faixas e cartazes contra o passaporte e travestidos nas cores da bandeira, eles foram convocados para protestar contar a medida já adotada por mais de 200 cidades brasileiras. Logo no início, Araújo ameaçou suspender o debate e levar o projeto à votação. “Não adianta gritar nem levar no grito”, alertou.

Os deputados estaduais Amarildo Cruz e Pedro Kemp, já por serem do PT, estariam na mira naturalmente, mas enfrentaram as vaias para defender o passaporte da vacina e foram duros contra os “antivacina” e agora “antipassaporte”. Cruz apotou que “15% de Campo-grandenses, que não se vacinaram, não têm o direito de colocar em risco a vida dos outros 85% ou de todo mundo, até deles mesmo”. Kemp criticou a propagação de fake news, como o de que a vacina tinha veneno e altera o DNA. “Quem não acredita na ciência, vai estudar”, aconselhou o petista.

Secretário chama de 'fascistas e nazistas' grupo que estragava debate em tumultos e fez encerrar audiência sobre passaporte vacinal
Plenário esteve lotado após grupo convocar manifestantes para participar de ato contra passaporte sanitário (Foto: Gustavo Henrique)

A hora de Resende e que colocaram fim a Audiência Pública

O secretario Geraldo Resende, até estava ficando por fim ou nem iria falar, tomou coragem para defender a vacinação da população e enfrentar os manifestantes, após ter recebido elogios de vários discursos e mesmo correntes, inclusive de bolsonaristas, como o vereador Sandro Benites.

Mas, Resende, já iniciou sendo duro ou realista para tentar demover a plateia de protestantes. “Muitas vidas foram salvas, até daqueles que gritam liberdade, liberdade”, começou, mas acabou por entrar numa seara ‘politica’

Resende disse que “o grupo que pede liberdade, mas vai às ruas para defender a volta da ditadura militar, o fechamento do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal, só querem detonar os instrumentos da democracia, de debate como agora”, afirmou exaltado, e sob vaias do plenário, onde ele terminou discurso e a audiência.

“Nazistas e fascitas não vão prosperar. Nosso povo haverá de derrota-los e coloca-los na lata do lixo da história. Vocês não passarão”, discursou Resende, já bem inflamado e também com voz alterada, o que causou mais fúria dos manifestantes em fúria, praticamente desde que entraram na Casa de Leis.

Assim, a manifestação do secretário foi nitroglicerina, que ‘explodiu’ e exigiu reforço da Guarda Municipal Metropolitana, que fazia a segurança do plenário. E com a confusão, se levou a organização a encerrar a audiência pública sobre o assunto que era “O passaporte da vacina na Capital”, que foi puxado pela Câmara Municipal.

Video editado por Jornalista Liziane Berrocal de transmissão Ao vivo da Câmara Municipal
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