O presidente substituto e diretor de tecnologia do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Camilo Mussi, não descarta a possibilidade de um novo adiamento da realização das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem 2020), caso haja uma segunda onda da pandemia do novo coronavírus (covid) nos 26 estados da federação e no Distrito Federal, através de uma determinação pelas autoridades de saúde da União e das Secretarias Estaduais de Saúde.

No entanto, o Inep trabalha com a realização do exame em janeiro e fevereiro de 2021. ” Se acontecer uma segunda onda da covid-19 e falaremos ‘não pode ter prova’, é preciso uma decisão sobre o que fazer.Mas (vamos viver) um dia depois do outro. É uma hipótese possível (novo adiamento). Temos a Europa: Portugal com lockdown. Como a gente não sabe o que pode acontecer daqui a 60 dias, estamos trabalhando com a hipótese de hoje de realização do exame com distanciamento e tudo que está previsto hoje. Se algo mudar nos próximos 60 dias, o Inep se adaptará à legislação que for”, garantiu Camilo Mussi.

Caso seja determinado por órgãos de saúde, qualquer decisão sobre um novo adiamento das provas do Enem devem ser revistos pelo Inep, Undime, Consed e demais órgãos educacionais.

Até o fechamento desta reportagem, o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) não se posicionaram sobre a tal possibilidade de um novo adiamento e de seus impactos na educação.

Erro nas notas do Enem 2019

Após inconsistências nas notas de estudantes inscritos nas provas do Enem 2019, o Inep adotará uma checagem a mais das respostas dos candidatos antes de fazer a divulgação das notas.

O que ainda não se sabe

O Ministério da Educação (MEC) ainda não soltou uma nota oficial acerca sobre o decreto presidencial, que desobriga o uso das notas do Enem 2020 para o SiSU e o ProUni 2021.

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