Mesmo com redução da área plantada, maioria das lavouras é classificada como boa pela entidade
Mesmo com mais de 70% das lavouras em boas condições de desenvolvimento, a segunda safra de milho em Mato Grosso do Sul registra uma redução significativa de área plantada nesta temporada. Levantamento divulgado pela Aprosoja-MS mostra que a cultura ocupará apenas 46% da área cultivada com soja no Estado, percentual bem abaixo dos cerca de 75% observados em anos anteriores.
A estimativa da entidade aponta que o milho será cultivado em 2,206 milhões de hectares na safra 2025/2026. A produtividade média esperada é de 84,2 sacas por hectare, com produção total projetada em 11,139 milhões de toneladas.
De acordo com o monitoramento, 70,6% das lavouras apresentam condições consideradas boas. Outros 18,4% foram classificados como regulares e 11% como ruins. As áreas com melhor desempenho estão concentradas principalmente nas regiões norte, nordeste e oeste de Mato Grosso do Sul.
Segundo o coordenador técnico da Aprosoja-MS, Gabriel Balta, o comportamento climático e o período de plantio foram fatores determinantes para o desenvolvimento da cultura nesta safra.
As regiões norte, nordeste e oeste registram os maiores percentuais de lavouras em boas condições. Já nas regiões centro, sul e sul-fronteira, o cenário é mais desafiador, com maior presença de áreas classificadas como regulares ou ruins em razão da irregularidade das chuvas e do risco de estiagem e geadas.
O plantio do milho teve início na terceira semana de janeiro e foi concluído na última semana de abril, totalizando 16 semanas de trabalho. A Aprosoja destaca que 78,8% da área foi semeada entre a segunda semana de fevereiro e a terceira semana de março, período considerado mais adequado para o desenvolvimento da cultura.
A redução da participação do milho na área agrícola do Estado está ligada principalmente às restrições impostas pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) e à adoção de culturas alternativas em regiões consideradas mais vulneráveis aos impactos climáticos.
Apesar do cenário predominantemente favorável, a entidade segue monitorando os efeitos de eventos climáticos registrados durante o mês de maio. Municípios como Deodápolis, Fátima do Sul, Juti, Ivinhema e Dourados registraram episódios de granizo que atingiram cerca de 2,1 mil hectares de lavouras.
Segundo a Aprosoja-MS, os danos provocados pelo fenômeno ocorreram de forma localizada, mas continuam sendo avaliados para mensurar possíveis impactos sobre a produtividade das áreas afetadas.
Além das condições climáticas, os técnicos acompanham a incidência de pragas e doenças nas plantações. Entre os principais desafios identificados estão a cigarrinha do milho, a lagarta-do-cartucho, pulgões e percevejos. Já entre as doenças mais frequentes aparecem a cercosporiose, a mancha bipolaris e a helminthosporiose.





















