Sem limite: Deputado recebe agressão de ‘irmão cristão’ na saída da Missa

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(Foto: reprodução redes sociais)

As diferença políticas ou verborragia e agressões de inconformados com a derrota e as posições contrárias, não está escapando ou livrando os cidadãos e ditos Cristãos nem dentro da igreja e após participar de uma Missa. O deputado estadual Pedro Kemp, que sempre foi fiel e participante ativo da Igreja Católica em Campo Grande, é mais uma ou mais uma vez vitima de intolerantes e entra para as estatísticas como partes dos tempos difíceis no Brasil construído nos últimos quatros anos. O parlamentar petista, mas antes de tudo Cristão Católico, recebeu na noite deste domingo (27), uma agressão verbal e física de dito outro ‘irmão cristão’ na saída da Missa na qual ambos participaram, na Paróquia Nossa Senhora da Abadia.

O deputado Pedro Kemp (PT), acabou da igreja para a delegacia, onde registrou um boletim de ocorrência contra um homem identificado como Osvaldo Nunes, 76 anos, após o mesmo ter o agredido verbal e fisicamente na saída da igreja, na Capital. O petista, que é aguerrido no Parlamento e debates sócio-político, já havia sido agredido verbalmente e foi filmado em missa no dia da eleição de primeiro turno, onde apenas fez desabafo nas redes sociais.

Contudo, desta vez o cidadão-cristão Kemp, não deixou barato ou ‘passará impune’ seu algoz, Osvaldo Nunes, 76 anos, que foi registro na Polícia e denunciando nas Redes Sociais. “Acabei de registrar um boletim de ocorrência por ter sido agredido verbal e fisicamente na saída de uma igreja. Tá difícil conviver com quem não respeita nossas convicções políticas. Ainda bem que o agressor é um cristão que tinha acabado de participar de uma missa”, postou o deputado na rede social.

Ontem, Kemp teve que ir a Polícia, pois recebeu a agressão moral e física, em típicos atos realizados nos últimos anos e ressaltados em 2022 com a campanha eleitoral para Presidência da República, principalmente nesses quase 30 dias da derrota, em 30 de outubro, de Jair Bolsonaro para Lula, que desde então grupo de brasileiros não aceitam a derrota e partiram para tentar golpear definitivamente a Democracia.

O inicio da ocorrência

Kemp mesmo saindo de uma igreja teve um agressor, que também teria rezado/orado no mesmo local e momento, mas que ao que parece não lhe serviu de nada, pois o mesmo chamou o deputado de bandido, xingou com outros impropérios e deu soco no peito do cidadão-parlamentar, na saída da igreja.

O B.O aponta que senhor o Osvaldo Nunes, se dirigiu ao deputado de maneira ríspida, para pedir que tirasse o endereço dele da “mala direta”, pois não queria mais receber correspondência dele. O deputado afirma que apenas respondeu sim e perguntou o nome do senhor para que pudesse fazer a observação.

Contudo, o senhor, agora com o dedo apontado para o deputado, insistia para que tirasse o endereço da lista, agora classificando-o como canalha, bandido e falso.

Kemp pediu para que o senhor o respeitasse e questionou o motivo das ofensas, ao ponto que o idoso respondeu que ele era um canalha, bandido e falso. Kemp insistiu, perguntando se a revolta seria por ele ser do PT e ter votado no Lula.

Como estavam em frente à igreja, o deputado pediu para que os dois fossem até a calçada para conversar melhor. Neste momento, o senhor lhe desferiu um soco no peito, dizendo que iria lhe bater. As pessoas que acompanhavam o episódio interferiram e levaram o senhor para dentro da igreja.

Apoio e solidariedade

Os episódios de violência em diversos graus têm se tornado comuns ultimamente, após derrota do presidente Bolsoanro (PL) para Luís Inácio Lula da Silva (PT), com perseguições de cidadãos comuns a políticos, artistas e até Ministros do STF (Supremo Tribunal Federal)

A senadora Simone Tebet (MDB), que apoiou Lula no segundo turno, tem evitado vir para Mato Grosso do Sul por conta desta onda de manifestações contra o resultado das urnas.

Neste fim de semana, o cantor Gilberto Gil foi perseguido por brasileiros no Qatar, onde é realizada a Copa do Mundo. Nos Estados Unidos, há alguns dias, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) também foram perseguidos e hostilizados por eleitores de Jair Bolsonaro.

Após tomarem conhecimento do episódio, muitos amigos, eleitores deram apoio ao deputado, bem como externaram perplexidade com o ocorrido, apesar da situação e realidade latente de pessoas espalhadas ou concentrada, pelo Brasil em frente a quarteis, com em Campo Grande, no CMO (Comando Militar do Oeste), onde pedem golpe militar e já também houve atos de agressões a Jornalista e imprensa, bem como a cidadãos comuns.

O candidato do PT ao Senado em Mato Grosso do Sul, Tiago Botelho, lamentou o episódio. “Pedro, você é um ser humano ímpar. Eles não vão nos calar. Toda minha solidariedade e saiba que você é inspiração para muitos”, comentou.

Luiza Ribeiro, que assume o mandato de vereadora em 2023, também comentou o episódio. “O amor e o respeito vão vencer o ódio”.