Kátia Abreu foi uma das senadoras que demonstraram indignação com a predominância masculina no comando de representações diplomáticas Fonte: Agência Senado

Dos 32 diplomatas sabatinados na Comissão de Relações Exteriores (CRE) nesta segunda-feira (21), apenas 2 são mulheres. A diplomata Ellen Osthoff Ferreira de Barros é a indicada para a embaixada do Brasil em Burkina Faso, e Regina Célia Bitencourt é a indicada para a embaixada brasileira no Benim. O baixo número de mulheres foi motivo de reclamação dos senadores.

Leila Barros (PSB-DF) apontou que a proporção de mulheres no Itamaraty é de apenas 23%. Ela anunciou que vai encaminhar um requerimento de informações para o Ministério da Relações Exteriores (MRE) pedindo a lista das chefias em postos no exterior, conforme o sexo. Segundo a senadora, os principais cargos são ocupados por homens. 

— Quem sabe assim, poderíamos começar a entender a situação das nossas diplomatas. Nunca houve embaixadoras brasileiras em Washington, Paris, Lisboa ou Buenos Aires — lamentou a senadora.

A senadora Kátia Abreu (PP-TO) também deixou claro sua indignação com o baixo número de mulheres entre os indicados. O senador Antonio Anastasia (PSD-MG) manifestou apoio à reclamação de Leila e disse que é testemunha da alta qualidade do corpo diplomático, tanto de homens quanto de mulheres. Ele disse esperar que os cargos mais relevantes da diplomacia sejam também entregues às mulheres.

Na mesma linha, a senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) cobrou mais mulheres em cargos diplomáticos.
— Infelizmente essa luta é histórica e ainda é muito pouco o que já foi conquistado — declarou a senadora.

Em resposta à reclamação dos senadores, o presidente da CRE, senador Nelsinho Trad (PSD-MS), informou que vai encaminhar a manifestação da senadora Leila Barros para o Itamaraty.

Fonte: Agência Senado

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