22/07/2014 12h20

Servidores do IBGE em greve e demitidos vão a Brasília para pressionar governo

Campo Grande News

Os servidores do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em greve a quase dois meses em todo país, decidiram na última sexta-feira (18) pela continuidade da paralisação. Amanha, caravanas de funcionários temporários, demitidos pelo órgão, vão realizar um ato em Brasília (DF), no Palácio do Planalto, juntamente com representantes dos sindicatos regionais. Na quinta-feira, o ato deve acontecer no STJ (Superior Tribunal Regional). A intenção é cobrar do governo uma posição sobre as demissões, cujas o sindicato considera arbitrárias. Já são 28 demitidos em Mato Grosso do Sul e cerca de 200 no país.

A greve começou no dia 26 de maio e com a paralisação da categoria as pesquisas realizadas pelo órgão foram afetadas. Os funcionários temporários são contratados para realizar as pesquisas feitas a campo, como a Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios).

Agora, além das melhores condições de trabalho e a transformação da carreira em ciclo de gestão, os grevistas exigem que os funcionários temporários sejam recontratados.

O presidente do Sindicatos dos Servidores de Mato Grosso do Sul, Wilson Blini, conta que a paralisação deve continuar até que o Ministério do Planejamento abra uma mesa de negociação. Na última quinta-feira (17), a Executiva Nacional protocolou um pedido formal para negociar com a pasta, mas até o momento, não houve retorno.

O Ministério do Planejamento alega que em 2012, quando os servidores fizeram greve, houve acordo para o pagamento de reajuste, firmado em três parcelas. A última será paga em 2015. Por isso, a pasta diz que há um acordo vigente e não pretende sentar à mesa de negociações. Conforme o sindicato, as demissões aconteceram porque o órgão não reconheceu o direito de greve dos funcionários.

Das 11 agências no Estado, sete estão totalmente paradas. Pelo menos 80% dos funcionários em Mato Grosso do Sul aderiram à greve. O IBGE tem 72 funcionários efetivos e aproximadamente 80 temporários. Em 2012, a greve durou 73 dias.

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