Sindicato encaminha pedido de proteção a jornalistas nas eleições de MS

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O clima beligerante neste ano no Brasil, em especial ressaltado pela disputa eleitoral, com ameaças, infelizmente já várias mortes pelo País e incentivo a violências, realizadas indireta ou diretamente em fala e atos de ditas autoridades, faz com que aumente a sensação de insegurança ou mesmo haja uma realidade de falta de segurança. Assim, vai se construindo um momento de receios, medos e busca por proteção, seja na vida particular, como principalmente no exercício de uma profissão, como é o caso dos Jornalistas, atacados sistematicamente, devido a realização de seu trabalho.

Assim, a Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas) e o Sindjor MS (Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Mato Grosso do Sul), lançaram nesta quarta-feira (28), um manifesto com recomendações e solicitação as empresas de comunicação pedido de proteção aos jornalistas nas eleições do próximo domingo, 2 de outubro.

Veja abaixo as recomendações das entidades, que apontam que têm acompanhado com muita preocupação o crescimento da violência política no Brasil, assim como seus desdobramentos no tocante à liberdade de imprensa, a partir da institucionalização da violência contra as/os trabalhadoras/es da mídia, em especial as/os jornalistas.

“Neste sentido, enviamos hoje (28), aos veículos de comunicação de MS, ofício com as medidas a serem tomadas pelas empresas para a proteção aos profissionais de imprensa, nessa reta final do primeiro turno das eleições e, sobretudo, no dia 2 de outubro, próximo domingo de votação em todo Brasil”, diz nota do Sindjor MS.

Inédito plantão

No domingo, dia da votação, como deve ocorrer me todo o Brasil, mas o Sindjor MS, já confirmou que manterá um plantão, para atender as/os profissionais que venham a sofrer algum tipo de violência. “Qualquer ocorrência, ligar para o Cel.: 99648-5400”, anunciou Walter Gonçalves Filho, presidente do Sindjor MS.

Gonçalves detalha quais são as recomendações enviadas às empresas:

Os (as) trabalhadores (as) que venham a atuar na cobertura dessa reta final de campanha, e no dia da votação (2 de outubro) – sejam repórteres ou repórteres-fotográficos e repórteres-cinematográficos – não o façam sozinhos, tendo em vista o risco de serem atacados durante o cumprimento de tarefas jornalísticas.

As empresas devem, portanto, escalar profissionais auxiliares para garantir que alguém possa cuidar do entorno e da integridade dos profissionais enquanto estes estiverem ocupados e desatentos. Observamos, neste sentido, que profissionais de imagem costumam ser as principais vítimas de ataques cometidos contra jornalistas em meio à cobertura.

As empresas devem, ainda, estudar e adotar as medidas protetivas que se façam necessárias ao mensurar os riscos de exercício da atividade na ocasião. Por exemplo: solicitar apoio de agentes de segurança pública; providenciar equipamentos de segurança (Exemplo: capacete, coletes, máscaras de gás e óculos de segurança);

Garantir que os profissionais possam contar com a possibilidade de deslocamento rápido em caso de tumulto; garantir que os profissionais disponham de dispositivos de comunicação em adequadas condições de uso; designar profissionais preparados e baseados na redação para coordenar a adoção das medidas de segurança que se façam necessárias, etc…

Em caso de ataques contra jornalistas, as empresas devem orientar os trabalhadores para que procurem o Sindjor MS (cel: 99648-5400), bem como para que realizem o devido registro da ocorrência junto à Polícia Civil.

Para isso, O Sindjor MS, manterá um plantão no dia da eleição (2 de outubro).

Casos de ameaças prévias a jornalistas e/ou a veículos de Comunicação devem ser comunicados às autoridades competentes o mais rápido possível e devem ainda motivar a adoção de medidas específicas por parte das empresas de