A melhoria das práticas e da gestão dos processos gráficos foi o tema da aula inaugural dos Cursos para a Indústria Gráfica, realizados por meio do Programa Senai Sindicato Qualifica. Através de uma parceria entre Fiems, Sindicato das Indústrias Gráficas de Mato Grosso do Sul (Sindigraf) e Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf), os encontros deverão abordar algumas das principais demandas do setor, oferecendo capacitações voltadas à integração de novas tecnologias, redução de desperdícios e otimização dos processos produtivos. As aulas acontecem de julho a agosto na faculdade de tecnologia do Senai MS (FATEC).
“É muito importante que a Fiems continue fomentando a organização sindical e as ações de capacitação que apoiam o desenvolvimento da própria indústria. O presidente Sérgio Longen estimula essa aproximação entre a Federação e aqueles que constroem a indústria de Mato Grosso do Sul. É isso que nós estamos fazendo através do Sindicato Qualifica, uma iniciativa que promove tanto a divulgação do conhecimento quanto a inovação aqui no estado”, diz o superintendente da Fiems, Luiz Fernando Buainain.
O diretor regional do Senai MS, Rodolpho Mangialardo, conta que as ações formativas do Programa Sindicato Qualifica estão em andamento há cerca de três anos no estado. “Quando a gente consolida tudo isso com os sindicatos, oferecendo qualificações e cursos técnicos para os colaboradores da base do setor, conseguimos ter uma participação ainda maior e mais assertividade nas aulas. É uma grande oportunidade poder atender a indústria e fortalecer a produtividade sul-mato-grossense”.
Julião Gaúna, presidente da Abigraf Nacional, destaca a importância do aprimoramento profissional dos colaboradores em um cenário de frequentes inovações tecnológicas. “Nós sabemos que a indústria gráfica vem evoluindo a todo momento e a questão da tecnologia é avassaladora. Precisamos entender rapidamente quais são os caminhos para lidar com as novidades, investir nos equipamentos adequados e ajudar nossos colaboradores a se desenvolverem no mercado, buscando melhorar a cadeia produtiva e proporcionar cada vez mais oportunidades de emprego e renda”.
Durante a aula, o consultor Eduardo Azevedo repassou as bases da otimização de processos como alternativa para abordar as demandas da indústria gráfica. “É preciso integrar diferentes setores e funções, atuar em um processo coletivo. Para minimizar os gargalos, temos que identificar todos os processos que porventura possam trazer algum impacto negativo junto ao cliente ou junto a outras áreas da empresa. Também é necessário preparar as equipes em termos de treinamento e estruturas dos departamentos para que todos possam atender da melhor forma possível, considerando a produtividade em todos os aspectos, incluindo a qualidade de vida”.
Sobre o avanço da tecnologia e de ferramentas de inteligência artificial na indústria gráfica, Eduardo reitera: “a ideia é que a inteligência artificial não substitua a mão-de-obra, mas que possa potencializá-la. Por isso, as capacitações e especializações se tornaram ainda mais importantes, para que as pessoas adquiram uma maior capacidade analítica e possam, assim, tomar as melhores decisões ao trabalhar com essas inovações”.





















