Suspeito de matar policial militar morre durante ataque a comboio na BR-262

27
(Foto: Redes sociais)

Preso era transferido de Corumbá para Campo Grande quando viaturas da PM foram alvo de tiros na região de Albuquerque

Um preso, de 35 anos, que era transferido de Corumbá para Campo Grande morreu durante um ataque a tiros contra o comboio da Polícia Militar na tarde deste sábado (4), na BR-262, na região do distrito de Albuquerque, no Pantanal sul-mato-grossense. O homem é apontado pelas investigações como um dos suspeitos de participação na morte do soldado da PM Marcelo Pimenta da Silva, ocorrida na última terça-feira (30), em Corumbá.

O morto foi preso na última quarta-feira (1º) durante a força-tarefa montada para localizar os envolvidos no assassinato do policial militar. Ele era escoltado por equipes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) quando o ataque aconteceu.

Segundo a Polícia Militar, o comboio, formado por quatro viaturas, precisou parar em um posto de combustíveis às margens da BR-262, na saída de Corumbá, para realizar manutenção em um dos veículos, após um problema mecânico. Nesse momento, os policiais ouviram diversos disparos de arma de fogo vindos de uma área de mata próxima à rodovia.

Ainda conforme a corporação, os militares reagiram à “injusta agressão” e entraram na vegetação para tentar localizar os autores dos disparos. Durante a troca de tiros, o preso acabou sendo atingido e morreu no local.

A Polícia Militar informou que nenhum policial ficou ferido e que equipes do Bope permaneceram na região realizando buscas pelos criminosos envolvidos no atentado.

As circunstâncias do disparo que matou o preso ainda serão investigadas. Até o momento, não foi esclarecido se o tiro partiu dos criminosos que atacaram o comboio ou ocorreu durante o confronto armado.

Suspeita de guerra entre facções

As primeiras informações apontam que o atentado tenha ligação com a disputa entre organizações criminosas que atuam na região de fronteira. Conforme as investigações, Rubens seria integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC) e teria acumulado desafetos em decorrência de conflitos internos da facção e da rivalidade com integrantes do Comando Vermelho (CV).

Uma das linhas investigadas é a de que criminosos já sabiam previamente da transferência do preso e aproveitaram a parada do comboio para realizar a emboscada. Como os atiradores tiveram conhecimento do trajeto e da interrupção da viagem também será alvo das investigações.

Informações preliminares apontam ainda que existiria uma recompensa em dinheiro pela morte do preso, com valores que variam entre R$ 200 mil e R$ 2 milhões, hipótese que também será apurada pelas autoridades.

Morte de policial deu início à operação

O homem morto no ataque ao comboio policial havia sido preso após as investigações sobre o assassinato do soldado da Polícia Militar Marcelo Pimenta da Silva, de 32 anos.

Na noite de terça-feira (30), três homens armados tentaram executar um traficante conhecido como “Coelho”, em Ladário. A vítima conseguiu escapar ao entrar em um veículo blindado.

Durante a fuga, os suspeitos seguiram para Corumbá, onde foram localizados por equipes da Polícia Militar. Na tentativa de abordagem, houve troca de tiros e o soldado Marcelo Pimenta, que participava da perseguição em uma motocicleta, foi atingido por disparos de fuzil no tórax, braço e cabeça.

O policial chegou a ser socorrido e encaminhado ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos.

Após o crime, uma força-tarefa foi montada pelas forças de segurança. Os dois suspeitos foram localizados próximo à fronteira com a Bolívia e entregues às autoridades brasileiras.

Um deles morreu posteriormente durante uma intervenção policial, quando, segundo a versão oficial, tentou tomar a arma de um dos agentes durante diligências. Na operação, também foram apreendidos dois fuzis, duas pistolas, um revólver, munições, rádios comunicadores, celulares e o veículo utilizado pelos suspeitos.

Um terceiro investigado pelo assassinato do policial militar seguia sendo procurado.

A Polícia Civil e a Polícia Militar investigam agora tanto a execução do preso durante a escolta quanto a possível participação de integrantes de facções criminosas no atentado ao comboio policial.

Suspeito de matar policial militar morre durante ataque a comboio na BR-262