TCE-MS e Ministério Público discutem parceria para buscar soluções para o asfalto de Campo Grande

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Foto: Divulgação

O Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul (TCE-MS) poderá integrar um grupo de trabalho interinstitucional voltado à busca de soluções técnicas para os problemas do pavimento asfáltico de Campo Grande. A proposta foi apresentada pelo promotor de justiça Fábio Goldfinger, que atua na área do Patrimônio Público da Capital, durante visita ao presidente do TCE-MS, conselheiro Flávio Kayatt.

Segundo o promotor Fábio Goldfinger, a iniciativa prevê a participação de diferentes instituições, entre elas o Tribunal de Contas, o Ministério Público Estadual, o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso do Sul (CREA-MS), a Prefeitura de Campo Grande, a Câmara Municipal de Campo Grande e o Governo do Estado, por meio da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (AGESUL). A proposta também está aberta à contribuição de outros órgãos e entidades com conhecimento técnico na área.

O objetivo é reunir esforços para analisar as condições do pavimento urbano e identificar medidas concretas que possam contribuir para a solução de um problema que afeta diretamente a população e a mobilidade na Capital.

Durante o encontro, o presidente Flávio Kayatt acolheu a proposta e destacou a possibilidade de contribuição técnica do Tribunal de Contas. Como parte dessa colaboração, sugeriu que o promotor conhecesse o Laboratório de Obras Rodoviárias do TCE-MS, estrutura que poderá oferecer suporte às discussões do grupo de trabalho.

Laboratório pode contribuir com análises e capacitação técnica

Durante a visita, o potencial técnico do laboratório foi apresentado pela responsável técnica, Claudeny Santana, que destacou a capacidade de realização de ensaios em diferentes etapas da infraestrutura rodoviária, desde as misturas asfálticas até os materiais utilizados nas camadas de base e sub-base dos pavimentos.

“O objetivo foi mostrarmos o nosso potencial em relação à execução de ensaios tanto na parte de misturas asfálticas como na parte das camadas de infraestrutura com materiais granulares e solos”, explicou.

Segundo Claudeny, a atuação do laboratório também pode contribuir para o aprimoramento dos processos de execução das obras, com ênfase no controle de execução e na qualidade dos materiais e serviços empregados.

A responsável técnica ressaltou ainda que o trabalho pode ir além das análises laboratoriais, com ações de formação e orientação para profissionais e equipes envolvidas na execução de obras rodoviárias.

Outra possibilidade é a realização de treinamentos voltados à execução de estradas e à adoção de boas práticas de engenharia, contribuindo para prevenir falhas e melhorar a durabilidade dos pavimentos.