UFMS discute implantação do Museu da Ciência e da Tecnologia na Cidade Universitária

424
(Foto: divulgação Ascom UFMS)

A reitoria da UFMS recebeu uma equipe de consultores em reunião para discutir a implantação do Museu da Ciência e da Tecnologia. A vice-reitora Camila Ítavo e o pró-reitor de Extensão, Cultura e Esporte, Marcelo Fernandes Pereira, receberam especialistas na área para debater ideias sobre o planejamento expositivo.

Um dos principais objetivos da implantação do museu e a integração com a sociedade. A vice-reitora reforça que a cultura é importante para retomar a conexão das pessoas com a Universidade. “Queremos ser referência, não só regional, mas nacional. Também trabalhamos para sermos referência internacional, é um plano de longo prazo”. 

A UFMS já tem o Museu de Arqueologia (MuArq), que fica localizado no centro de Campo Grande, mas o objetivo é trazer a sociedade para dentro da Cidade Universitária. “A gente sempre sonhou com isso. Temos o MuArq, que é muito bem cuidado e é muito bacana, queremos trabalhar a integração. Temos um e agora nasce outro, queremos fortalecer o nosso espaço”, pontua Camila Ítavo.

O Museu da Ciência e da Tecnologia deve ocupar uma área de mais mil metros quadrados, localizada embaixo das arquibancadas do Morenão. O pró-reitor de Extensão, Cultura e Esporte afirma que um ponto importante é que o público tenha uma experiência transformadora após a visitação. “A gente vai ter de concerto até exposição de arte e de ciência. Para obter conhecimento de forma rápida hoje em dia, basta acessar o Google. O museu é diferente: vai oferecer uma experiência e, por isso, ele precisa ser dinâmico”, ressalta Marcelo Fernandes. 

UFMS discute implantação do Museu da Ciência e da Tecnologia na Cidade Universitária

A museóloga Diná Jobst declara que o projeto ainda está em fase inicial. Ela atua há mais de 25 anos na área e relata que a equipe ouviu professores de diversos departamentos, com o objetivo de implantar um museu com foco regional. “Vamos mesclar informações de diversas áreas. A ideia não é ter salas ou departamentos, é ter tudo globalizado”. 

O museógrafo Gilson Alcântara diz que o trabalho da equipe é planejar o que e de que maneira as peças serão expostas. Como o próprio nome diz, o museu deve ser tecnológico e utilizar todos os recursos possíveis com o objetivo de divulgar, entreter e fornecer interação com o público. “A gente vai estruturar um discurso sobre a cultura sul-mato-grossense, em todos os aspectos, amarrando com a tecnologia. Estamos no momento de criação, quando ainda estamos começando a esboçar, a tangenciar a ideia”, conta o especialista. 

Antônio Sarasá é conservador e restaurador da Estúdio Sarasá, empresa contratada para o projeto expositivo. Com uma equipe multidisciplinar, os profissionais trabalham a relação entre o passado e o futuro no projeto, utilizando a tecnologia como linguagem. “O museu para nós é vivo. A gente vai buscar saberes e fazeres dos nossos antepassados e trazer para a nossa atualidade. [A ideia é] ter uma relação de pertencimento e transformação”.

Museu de Arqueologia

O Museu de Arqueologia da UFMS retomou as visitas presenciais e os interessados têm a oportunidade de conhecer o acervo de milhares de peças pré-históricas. As peças foram coletadas nos sítios arqueológicos de Mato Grosso do Sul. 

Visitas individuais ou em grupos de até 10 pessoas podem ser feitas sem aviso prévio. Para grupos com mais pessoas, o agendamento deve ser realizado no site do MuArq. O museu fica na Avenida Fernando Corrêa da Costa, 559, primeiro andar. O horário de funcionamento é das 8h às 11h e das 13h às 17h, o telefone para contato é (67) 3321-5751. 

Fonte: Ascom UFMS