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domingo, 3 de março, 2024
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Um Palmeiras ABELçoado

Time conquista o 12ª campeonato Brasileirão

(*) Por Guilherme Renso

E assim termina um campeonato que, para Botafogo o sempre, VAR ser tema de debates e resenhas futebolísticas. O Brasileirão de 2023 entrou para a história e, convenhamos, não é pra Mengo. Treze pontos. Ninguém pega. Já é campeão. Campanha irretocável. Hoje sim! Hoje sim! Hoje não, Fogão. Que defesa, Weverton! 

Foi ali? Há quem diga! Quando o futuro piloto voou ao encontro da bola naquele pênalti e, no instante em que o moleque Endrick, de passagem comprada, começou a mostrar a que veio e, principalmente, o porquê está indo para onde está indo, a pira da estrela solitária dava sinais de que a volta olímpica talvez não acontecesse.

O Fogão de milhares de bocas e vibrações nas arquibancadas foi perdendo, Grêmio após Vasco, passando por Bragantino, a força de sua chama. Mesmo chamando por Lúcio e depois Tiago, quando Lage caiu, muito do alicerce construído no primeiro turno já havia desmoronado. Não há como negar, é Castro! Mas também, quem não atenderia uma ligação interplanetária? Quem não? ET – terra – chamando. 

Do mesmo modo e ao fim da ceia, outra verdade Crefisa deve ser dita: com aquela Carminha de sempre e sem piedade Do-rival, Abel viu que o impossível era só uma questão de Glorioso e das coisas que, impressionantemente, só acontecem com ele, já dizia Paulo Mendes Campos. Cabeça fria, coração quente e os tais treze pontos do Botafogo estavam incinerados. Pelo próprio! 

No entanto, impossível talvez e também seja, para ele, Abel, não sair agora. Admitamos, palestrinos! Uma hora ou outra a separação de porcos acontecerá. Mas daí a dizer que nosso gajo será esquecido, já são outros 500. O que se fez até aqui é suficiente para colocar o nome de Abelzinho deitado, eternamente, em berço esplêndido, no centro imaginário e afetivo do jardim suspenso.

Em casa de Ferreira, o título veio a dar com pau! Contando com este de domingo, digo, de hoje, são nove. Se preferir, escreva o nome “Palmeiras” em uma folha e distribua uma taça para cada letra. Vai dar certinho, ó: duas Libertadores, dois Brasileiros, uma Recopa, uma Copa do Brasil, dois Paulistas e uma Supercopa. É pra deixar qualquer César Maluco mesmo.  

O Palestra é campeão. De novo! Joelmir tinha razão! Explicar é impossível!

(*) Escritor e jornalista

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