O município está recebendo 520  celulares “smartphones” para serem utilizados no enfrentamento do mosquito Aedes aegypti – transmissor da dengue,  zika e chikungunya, com a adesão à 2ª Fase do Projeto e-Visita Endemias. A entrega simbólica  dos aparelhos aos agentes de endemias da Capital aconteceu na tarde desta quarta-feira (12) no auditório da Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal do Mato Grosso do Sul (Iagro) e contou com a presença do secretário estadual de Saúde, Geraldo Resende, e do secretário municipal de Saúde, José Mauro Filho.

“É uma ferramenta importante que vem para auxiliar o trabalho dos nossos agentes. A parceria entre o município e o Estado tem sido fundamental para que a gente consiga avançar em várias frentes e no enfrentamento do mosquito Aedes aegypti não é diferente. Me recordo que, em abril de 2019, o nosso município enfrentava uma epidemia de dengue e, graças ao empenho de todos, nós conseguimos reduzir significamente o número de casos. Mas essa é uma luta permanente que certamente merece toda a nossa atenção e também da população”, destaca José Mauro Filho.

Com os equipamentos, os agentes poderão monitorar e registrar informações das visitas que fazem às residências, através do aplicativo e-Visita. Ao invés de fazer as anotações no papel, o profissional registra no aplicativo todas as condições encontradas, registrando informações sobre o seu trabalho de visitas domiciliares, ocorrências de localização de criadouros e medidas adotadas no enfrentamento das árboviroses.

Quando a visita é finalizada, o relatório cadastrado no sistema é encaminhado ao coordenador responsável que poderá monitorar o desenvolvimento do trabalho de campo.

Segundo informações da Secretaria Estadual de Saúde (Sesau), foram investidos  R$ 624mil na aquisição dos 520 aparelhos destinados para Campo Grande. O aparelho conta com chip de dados.

O e-Visita foi criado em Mato Grosso do Sul e começou a ser implantado em 2016.   Em MS, mais de dois mil profissionais estão envolvidos, entre agentes de campo, supervisores e coordenadores.

Dados epidemiológicos

As notificações de dengue continuam em queda em Campo Grande, porém a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) reforça o alerta à população para que mantenha os cuidados a fim de evitar um aumento nos casos da doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti.

De 1º de janeiro até o dia 27 de abril,  o município registrou 1.531 casos notificados de dengue. No mesmo período do ano passado, foram 15.913 notificações, o que representa uma redução de 90% no número de casos.

Somente no mês de abril de 2020, foram registrados 1584 casos de dengue, número superior ao registrado até o momento em todo o ano de 2021.  Até o momento o município registrou apenas 1 óbito por conta da doença. No mesmo período do ano passado foram sete.

As notificação de Zika e Chikungunya também caíram, se comparado com os primeiros quatro meses do ano passado. Neste ano, foram registrados três casos de Zika e três casos notificados de Chikungunya, contra 42 e 69, respectivamente, de janeiro a abril de 2020.

Mesmo durante a pandemia, as ações de combate ao mosquito Aedes aegypti não foram paralisadas no município de Campo Grande. Além do trabalho de rotina, diariamente os bairros com maior incidência  de notificações recebem a borrifação de inseticida a Ultra Baixo Volume (UBV), conhecido popularmente como “Fumacê”.

Cuidados

Os locais escolhidos para o armazenamento de água e vasilhas usadas como bebedouros para animais domésticos devem ser limpos com escova e sabão; os recipientes para armazenamento de água deverão ser fechados com as tampas originais ou com uma tela de trama pequena ou tecidos de tramas fechadas, de forma a evitar o acesso do mosquito; as caixas d’água devem passar por limpeza regular e estar bem fechadas.

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