Uso de repelentes em crianças deve ser cauteloso, alerta médica

349

15/04/2015 11h00

Uso de repelentes em crianças deve ser cauteloso, alerta médica

A preocupação com a dengue, que apresenta sinais diferentes nas crianças, estimula a prevenção ao mosquito, mas o uso de repelentes requer cuidados especiais, segundo a médica infectologista Márcia Dal Fabro, diretora de Vigilância em Saúde de Campo Grande.

A especialista explica que repelentes específicos para cada faixa etária podem ser usados, mas com algumas restrições. Para bebês abaixo de seis meses a recomendação é não usar qualquer tipo de repelente.

O ideal é usar telas nas janelas e portas da casa, por exemplo. Em crianças pequenas, os repelentes que duram no máximo duas horas são os mais recomendáveis, mas os pais não devem reaplicar o produto o tempo todo.

O indicado é escolher o horário do dia mais crítico, que possa ter mais mosquitos circulando, e passar o produto na roupa da criança, ants delas vestirem, e não na pele. Segundo a médica Márcia, o problema do repelente é que a criança pode passar a mão no produto e colocar no olho ou na boca, o que pode causar intoxicação.

Uma dica da especialista é usar óleo no corpo das crianças, o que dificulta e repele o mosquito. Podem ser usados óleos corporais específicos para a faixa etária.

Outro alerta feito pela especialista é em relação aos venenos de tomada. O indicado é não colocar no quarto das crianças que tiverem sensibilidade maior como alergia, para não desencadear um quadro alérgico respiratório.

Nas crianças, alguns dos principais sintomas da dengue são diferentes dos que aparecem nos adultos. Além da diarreia, elas têm sonolência e irritação constante, não conseguem se alimentar direito e a quantidade de urina diminui bastante. A recomendação médica é procurar o posto de saúde mais perto de casa quando os pais perceberem sintomas como estes.

Em 2015, duas pessoas morreram vítimas da dengue em Mato Grosso do Sul, em Corumbá e Paranhos. Em março, foram cerca de 1,5 mil notificações da doença em Campo Grande. No estado foram 8.424 notificações, o número está perto do total de notificações em 2014 (9.256).

Com informações G1/MS

DENGUE BEBÊS (Foto: Reprodução/TV Morena)