O Sistema FIEMS já doou 13.814 testes para diagnóstico da covid-19 para 20 municípios de Mato Grosso do Sul. Somente em Campo Grande, outros 20 mil foram colocados à disposição da população em duas etapas. Desde julho, quando foi retomada a testagem em Campo Grande, foram realizados 3.177 exames no drive thru montado no edifício garagem da Casa da Indústria. No mesmo formato, a FIEMS também levou testagem a Corumbá, com drive montado no estacionamento da praça do SESI. Na cidade, a capacidade é de 3 mil testes.

Para explicar o quanto ainda é necessária a testagem em massa da população, conversamos com a médica pneumologista do SESI, Paola Brito.

Por que ainda é necessário testar a população para o diagnóstico da covid-19?

Paola Brito – A pandemia ainda não acabou, com o avanço da vacinação em nosso Estado e no País, claramente vemos os números de casos e vítimas da COVID-19 reduzir substancialmente. No entanto, ainda há casos de COVID-19 circulando, e suas variantes. objetivo principal da vacinação é reduzir o número de casos graves e de mortes decorrentes da doença. Portanto mesmo vacinado há a possibilidade de infecção pelo vírus e consequentemente de transmissão do vírus a outras pessoas”.

Mesmo tomando as duas doses da vacina posso transmitir a covid-19?

Paola Brito – É de extrema importância que mesmo após a vacinação completa, as pessoas com sintomas gripais continuem com a mesma conduta de antes, de realizar testagem para a covid-19, com o objetivo de proteger o próximo, não propagar a doença e contribuir para o término da pandemia. Se houver alguém com sintoma gripal, que não testar considerando que os sintomas são leves por exemplo, essa pessoa irá manter sua rotina normal, ir ao trabalho, academia, shopping, restaurante, supermercado etc… Potencialmente, essa pessoa poderá contaminar muitas outras, sejam elas vacinadas ou não. Sendo assim, a pandemia continuará a ser sustentada.

A testagem para a covid-19  pode ajudar a controlar a variante Delta?

Paola Brito – Outra preocupação, mesmo com o avanço da vacinação, está relacionada às variantes. Com a chegada da nova variante delta, que teve origem na Índia, foi visto por meio de estudos que a eficácia das vacinas é menor quando comparada à variante alfa. Estima-se que seja de 6 a 8% menos eficaz após as duas doses de vacina. Fato que reforça ainda mais a importância da testagem e da vacinação.

Mesmo quem está vacinado e com teste negativo para a covid-19, é preciso manter as medidas de biossegurança?

Paola Brito – Sim. As medidas de biossegurança (distanciamento, uso de máscara, lavagem das mãos e uso de álcool em gel) são fundamentais. Afinal, a rotina é mantida e com a circulação de pessoas o vírus também circula e a transmissão não para.

Além disso, com os cuidados de higiene e protocolos seguidos com responsabilidade, é possível reduzir as chances de contrair outras doenças respiratórias.

Como a testagem ajuda a controlar a circulação do vírus da covid-19?

Paola Brito – É importante reforçar que em caso de resultado positivo para a covid-19, é necessário seguir as recomendações de testagem, permanecer em casa, isolado e evitar contaminações.

Onde é possível fazer o teste para diagnóstico da covid-19?

Em Campo Grande é possível agendar o exame pelo site da FIEMS. Basta acessar o www.fiems.com.br, preencher os dados necessários para cadastro e agendar o melhor horário, que deverá ser de segunda à sexta-feira, das 8h às 12 horas e das 13h às 16h30. Os resultados serão disponibilizados pelo número de WhatsApp cadastrado em até 2 horas após a coleta.

Para os demais municípios é necessário consultar a disponibilidade dos testes e locais de realização em cada cidade.

Serviço – Mais informações pelo 0800 723 7374.

Fonte: Ascom Fiems

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