19/03/2020 06h39
Por: Redação

O Valor Bruto de Produção (VBP) da agropecuária, ou seja, a renda do setor somando tudo o que se arrecada com a produção, deve chegar a R$ 39,1 bilhões em 2020. É o que projeta o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) em relatório divulgado na última segunda-feira (16).

O VBP previsto para 2020 é 13,6% superior aos R$ 34,5 bilhões registrados em 2019. A agricultura se destaca, com alta de 13,9% frente 2019, totalizando R$ 24,9 bilhões, a maior da série histórica divulgada pela instituição federal, que abrange o período 2011/20. A pecuária, com R$ 14,3 bilhões estimados para este ano, apresenta o maior resultado histórico.

Algumas atividades contabilizam VBP recorde, como o amendoim, o milho, o trigo, a bovinocultura, a suinocultura, a avicultura. A soja apesar de não ter apresentado o maior nível da história, registra ganho de 19,9% frente 2019.

Na avaliação da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro), em linhas gerais, o incremento previsto está associado diretamente à dinâmica do mercado. Apesar disso, é preciso cautela e analisar o mercado internacional a curto prazo, principalmente, no que se refere a soja e o milho.

“A produção recorde de 10 milhões de toneladas para safra de soja já revela o andamento do setor com relação às negociações tanto no mercado interno como externo. Porém, qualquer informação econômica é preciso ser analisada com cautela”, salienta o titular da Semagro, Jaime Verruck, ressaltando o futuro ainda incerto tanto em relação à demanda externa como a manutenção dos estoques. “Estamos monitorando uma série de variáveis que podem influenciar nas exportações estaduais, como logística, estoques e demandas dos nossos produtos”, afirma o secretário.

Especificamente na pecuária de corte, os aumentos do VBP se explicam com o quadro de oferta e demanda do setor. “A alta do boi gordo diante da abertura dos novos mercados internacionais ao longo deste ano também foi o fator que motivou a elevação nas cotações do frango e do suíno diante do aquecimento do consumo interno, considerando a competitividade dos preços dessas proteínas, com isso, o crescimento da estimativa do Valor Bruto de Produção”.

O titular da Semagro ainda cita como fator de desenvolvimento no setor o fato de que o pecuarista sul-mato-grossense, aderindo a sistemas produtivos tecnológicos, tem aumentado a taxa de desfrute, reduzindo o tempo de produção, abatendo bovinos mais pesados, em menos tempo.

Sobre o amendoim, as notícias se justificam por três fatores, segundo a equipe técnica da Semagro: a primeira é a utilização da cultura na renovação dos canaviais; na reforma de pastagem, com tecnologia sustentável e os polos industriais em Paranaíba e em Aparecida do Taboado, estimulando a produção local.

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