(Foto: Reprodução)

Imagens de câmeras de segurança de uma loja na Avenida Afonso Pena, em Campo Grande, em que a Polícia Civil teve acesso, apontam que a versão apresentada por Rafael de Souza Carrelo, de 19 anos, sobre “brincadeira” no capô do carro era verdadeira. No vídeo, gravado momentos antes de Marina Vitória Lima, 19 anos, ser atropelada na madrugada do último sábado (15), em Campo Grande, seu namorado aparece em cima do automóvel enquanto a vítima conduzia o veículo.

Em depoimento, Rafael disse que a namorada subiu no capô do carro após uma brincadeira entre eles. Com as imagens, a investigação do caso pode tomar outros desdobramentos, ou seja, que a ideia de que o casal havia se desentendido após uma festa de amigo, não seriam verdadeiras.

Para a polícia, Rafael explicou que, em um primeiro momento, foi ele em que subiu no capô do carro da vítima para fazer a brincadeira, enquanto Mariana estava dirigindo. No entanto, o casal trocou de lugar para ela poder fazer o mesmo movimento.

O vídeo mostra que o namorado de Mariana dirigia o carro da jovem e em determinado momento ele estaciona na avenida. Então, ele desce e dentro do carro ela pula para o banco do motorista. Em seguida, o rapaz sobe no capô, quando a jovem começa a dirigir.

Em um segundo vídeo, mostra “uma pessoa” no capô do carro que minutos depois bateu em um poste, matando Mariana.

Atropelamento

O acidente aconteceu na madrugada do último sábado (15), por volta das 4h30. Ao chegar na Via Park, em uma curva, Rafael perdeu o controle do carro, que saiu da pista, bateu em uma árvore e então em poste de energia, parando cerca de 30 metros à frente. 

Rafael foi preso em flagrante, no local da tragédia, por dirigir embriagado, depois que o teste do bafômetro apresentou teor de 0,89 miligramas de álcool por litro de sangue, o que configura crime de trânsito.

Na audiência de custódia realizada na manhã desta segunda-feira (17), no Fórum de Campo Grande, o flagrante foi convertido em prisão domiciliar, fazendo uso de tornozeleira eletrônica. 

A Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) está investigando se houve intenção de matar ou dolo eventual (quando o autor assume o risco de provocar a morte de alguém).

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