(Foto: Divulgação/Santa Casa de Campo Grande)

Coriza, tosse, febre, mal-estar. Esses são sintomas que podem indicar apenas um resfriado, mas o quadro também é provocado pelo vírus sincicial respiratório (VSR), agente causador de doenças como a bronquiolite, inflamação que dificulta a chegada do oxigênio aos pulmões. Provocada por vírus, a doença ocorre sazonalmente, sendo sua incidência mais frequente nos meses de outono e inverno no Brasil, principalmente em crianças até 2 anos de idade. 

De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) o VSR é responsável por até 75% das bronquiolites (inflamação dos bronquíolos em crianças pequenas e bebês) e 40% das pneumonias no país.

Em Campo Grande, o hospital Santa Casa registrou 78 casos neste ano.

Com isso, a Santa Cassa faz um alerta para evitar os casos mais graves por meio da prevenção e do diagnóstico. Como as crianças possuem um sistema imunológico imaturo, a preocupação deve ser maior, já que ainda não existe vacina contra a doença, mas apenas um medicamento indicado para bebês prematuros extremos, casos em que a infecção costuma ser mais grave.

A maior incidência ocorre em crianças, bem como a maior gravidade, principalmente em menores de um ano. O vírus acomete tanto as vias respiratórias superiores e inferiores, agravando o quadro, principalmente em prematuros, cardiopatas ou pacientes com fibrose cística”, ressaltou Paola Stella de Oliveira, coordenadora médica do Serviço de Pediatria.

Segundo a profissional, o período de maior contágio é nos primeiros dias da infecção. “O vírus respiratório é transmitido de uma criança infectada pelas secreções do nariz ou da boca, por contato direto ou gotículas. O período de incubação de VSR varia de dois a oito dias. Epidemias anuais ocorrem durante o inverno e início da primavera”, complementou.

Prevenção e tratamento

Assim como a Covid-19, o VSR é muito contagioso e pode ser transmitido pelo toque, por objetos contaminados e, principalmente, pelo ar. Sua prevenção, como outras infecções de causa viral, pode ser feita evitando ambientes fechados e aglomerações de pessoas, além de lavar bem as mãos com sabão e, claro, utilizando máscaras e usando álcool 70%.

Familiares e profissionais de saúde devem ser orientados sobre a importância da profilaxia durante a sazonalidade, além da importância da higienização das mãos e de se evitar ambientes fechados. Os bebês também não devem ser expostos a pessoas com quadros respiratórios e ao tabaco. O incentivo ao aleitamento materno deve ser reforçado”, ressaltou a médica Paola Stella de Oliveira.

Caso apresente tosse, febre, coriza ou cansaço para respirar, a família deve procurar o pediatra para que a criança seja avaliada e iniciado o tratamento adequado”, finalizou.

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