17/01/2020 12h00
Por: Redação

No segundo dia de ação de combate ao Aedes aegypti, os agentes comunitários de endemias já somam quase 13,7 mil imóveis vistoriados, totalizando 72% da meta estabelecida no início da ação. Para atingir esse número, os agentes devem entrar em pelo menos metade dos imóveis mapeados.

A ação acontece até hoje (17) e foi elaborada com base nos resultados do LIRAa (Levantamento Rápido de Infestações pelo Aedes aegypti), que apontou sete áreas da cidade com risco de surto das doenças transmitidas pelo mosquito. A ação acontece simultaneamente em toda a cidade e já resultou na eliminação de 821 focos encontrados.

Somente nesta quinta-feira (16) foram 6.858 imóveis vistoriados, sendo a Região do Distrito Sanitário do Anhanduí o local onde houve o maior número de vistorias, 1.503. Lá também foi o local onde os agentes encontraram a maior quantidade de focos do Aedes, sendo eliminados 84 criadouros.

Outra região com alto índice de focos eliminados foi a do Segredo, onde foram encontrados 67 criadouros nos 692 imóveis inspecionados. A única região que teve um número menor de vistorias foi a Central, com 658 inspeções e 48 focos eliminados.

Na Região do Lagoa foram vistoriados 1159 imóveis, e essa foi a área com o menor número de criadouros encontrados nesse segundo dia de ação, sendo eliminados 44 focos do Aedes aegypti. As equipes que estão atuando na Região do Imbirussu visitaram 865 imóveis e eliminaram 45 criadouros do mosquito.

A quantidade de focos eliminados nas regiões dos distritos sanitários Prosa e Bandeira foram praticamente a mesma, sendo 55 e 56 respectivamente. Na primeira região foram vistoriadas 916 residências, na segunda, os agentes inspecionaram 1065 imóveis.

**Dados epidemiológicos **

Os dados epidemiológicos relativos aos 15 primeiros dias do ano mostram um número significativo de notificações de suspeitas de dengue feitas ao serviço de vigilância epidemiológica. Desde o início do ano foram 284 notificações, sendo que um óbito, de um homem de 30 anos, já foi confirmado.

Além dessas ainda foram registradas três notificações de Zika Vírus e uma de Chikungunya, que ainda estão passando por processo de avaliação laboratorial para confirmar ou não as suspeitas.

Durante todo o ano de 2019 foram registrados 39.417 casos notificados de dengue em Campo Grande, sendo 19.647 confirmados e oito óbitos.

Apesar dos números expressivos impulsionados pela epidemia do último ano, o mês de dezembro fechou com aproximadamente 45% a menos de casos registrados no ano anterior.

Infestação pelo Aedes

Foi divulgado no último dia 14 o LIRAa (Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes Aegypti), onde pelo menos sete áreas foram classificadas com o risco de surto de doenças transmitidas pelo mosquito.

O número de áreas em alerta praticamente dobrou, em comparação com o último LiRaa divulgado em novembro do ano passado, passando de 22 para 42 áreas. Dezoito áreas permanecem com índices satisfatórios. O índice mais alto foi detectado na área de abrangência da USF Iracy Coelho, com 8,6% de infestação. Isso significa que de 233 imóveis vistoriados, em 20 foram encontrados depósitos. A área da USF Azaleia aparece em segundo com 7,4% de infestação, seguido da USF Jardim Antártica, 5,2%, USF Alves Pereira, 4,8, USF Sírio Libanês, 4,4%, Jardim Noroeste, 4,2% e USF Maria Aparecida Pedrossian (MAPE), 4,0%.

Vistoriando quase 13,7 mil imóveis, ação de combate ao Aedes já inspecionou 72% das casas previstas

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